O ensino público está desconectado da realidade

Cultura Notícias 17 Julho / 2017 Segunda-feira por Gramadosite

Em mais uma edição do Tá Na Mesa, a Federasul pautou um novo tema para o debate dos empresários: educação. Convidados, o secretário da Educação do RS, Ronald Krummenauer e o presidente do SINEPE-RS, Bruno Eizerik, abriram a discussão sobre a modernização da educação brasileira para que o Brasil alcance uma qualidade de vida e desenvolvimento econômico/social. "Nosso foco é criar estímulos aos jovens para o mundo do empreendedorismo", disse a presidente Simone Leite, lembrando que “é preciso implantar no currículo escolar esta cadeira que ensine educação empreendedora/gestão financeira".

Partindo do princípio de que a escola precisa estar conectada com a realidade do mundo, tanto o secretário como o presidente do Sinepe, aderiram à ideia da Federasul. "É preciso que tenhamos uma escola moderna”, afirmaram.

Quase 70% dos estudantes que estão concluindo o Ensino Médio e Superior estão se preparando ou dedicando uma parcela do seu tempo em ingressar no serviço público por meio de concursos. "Incentivamos, afirma Simone, uma revolução cultural e estímulos, por parte do Poder Público, para que ocorra o empoderamento dos jovens e das crianças em serem donos do próprio negócio. "Não basta aprender equações gigantescas, quando o aluno, em casa, não sabe formatar o orçamento doméstico ou aprender a Revolução Francesa, sem mesmo compreender a atual situação em que o Brasil está imerso”, defende.

Durante a reunião-almoço, Ronald Krummenauer afirmou que o Sistema Estadual de Ensino passará por reformas físicas, no que tange à infraestrutura de escolas, mas também estruturais, permeando a modernização do Plano de Carreira, que possui mais de 40 anos de existência e o regramento do benefício de Difícil Acesso, criado há duas décadas e meia.

"Vamos revisar e atualizar", enfatizou. Em 1992 eram pouco mais de 300 municípios, hoje são quase 500, que reforçam a necessidade de atualização do benefício de Difícil Acesso. As alterações do sistema deverão integrar um pacote, que será encaminhado ao Legislativo, ainda em 2017. Tais reformas integram quatro grandes eixos, que tem como foco a melhora na qualidade da educação gaúcha. São eles: Gestão Administrativa/Financeira; Obras de infraestruturas (600 escolas até o final de 2018, com recursos do BIRD); Modernização (Plano de Carreira, Difícil Acesso, formação de professores e avaliação de desempenho); Gestão Escolar (Sistemas de Avaliação e softwares de gestão pedagógica).

Já, o presidente do SINEPE-RS, Bruno Eizerik, afirmou ser necessário aos alunos, que se sintam integrados à escola. Além disso a qualidade do ensino privado vai ao encontro com o método de seleção dos professores e a constante atualização e programas de qualificação pedagógica, aos quais os professores da rede privada são submetidos. “Atualmente temos um aluno no século XXI, um professor do século XX e uma estrutura escolar do século XIX”, afirma Eizerik.

REFORMA TRABALHISTA:

Perguntado sobre o fim do Imposto Sindical, previsto na reforma trabalhista, aprovada pelo Senado na terça-feira à noite, o presidente do SINEPE-RS, foi taxativo e argumento: “Sempre fomos à favor da extinção da contribuição compulsória. Essa proibição, se efetivada, vai separar o joio do trigo e os sindicatos terão que se reinventar”, conclui Bruno Eizerik.

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