Insonia

E o sono se foi
Despertando silêncios
Ao som metálico da madrugada
Pendurando esperanças
No varal da noite
Ao abrigo do vento
Ao relento
Por onde transitam pensamentos
Entre jardins floridos
Entre luas
No banco dos sem morada
Sob o teto estrelar.

E o sono partiu
Percorreu os becos
Atravessou pontes
A liga dos cansados
Enclausurado em correntes
Nao dormiu
Em algum lugar está perdido
Entre as horas do relógio
Lençol e travesseiro
A insônia traiçoeira
Haverá de entregar os pontos
E o silêncio reinará
Até o roncar dos sonhos...

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