Corona

Covid 19 parece o nome de um filme de ficção cientifica que arrasta multidões às telas do cinema. O cenário é de um filme de guerra, uma guerra mundial na qual o inimigo não é o homem lutando contra o homem ou uma nação contra nação. O inimigo é invisível. Ele quer destruir a raça humana, a qual se uniu tenazmente para combatê-lo.

O inimigo da hora com seu ar de superioridade e de letalidade quer dominar a todos. Ele nos qualifica como seus súditos, afinal ele é o vírus - rei e nos ordena que o temamos. Tem a forma de uma coroa, por isso corona vírus. Ora, quem usam coroas são os reis, portanto, um vírus soberano, tirano e absoluto com status real.

A realeza, entretanto, descende de uma linhagem de nobreza e a nobreza, ao menos a de caráter, rima com dignidade. E não há nada mais indigno do que aquele que mata, de forma invisível, que separa pessoas e as coloca como prisioneiras em suas casas, como se fossem bandidos vivendo em prisão domiciliar. Presos mas sem, ao menos, sabermos o motivo da nossa condenação. O vírus sentencia para alguns a pena de morte como se fosse crime atravessar a muitos invernos, verões, dias de sol e de chuvas...

De nobre o vírus não tem nada, pois não há nobreza naquilo que danifica ,separa e atemoriza. A coroa, em verdade, está na cabeça dos homens e mulheres que dignificam o mundo com o bem, vestindo o manto da paz e da caridade.

O vírus pensa que nos afasta impedindo que nos abracemos uns aos outros, mas ignora que não há abraço maior que a oração por todos os povos e nações. O COVID pensa que nos desarma por estarmos reclusos em nossas casas, ao contrário, ele nos permite que caminhemos para dentro de nós e através dos livros que nos libertam da ignorância. O vírus não atinge a nossa casa por que casa rima com lar e com família e a família é um braço de Deus. E o braço do Altíssimo é mais forte do que a asa viral.

Definitivamente é chegada a hora das refeições ao redor da mesa, de escolher os melhores temperos, de desinfetar as nossas mentes não com álcool mas com amor, respeito e paciência. É chegada a hora do silêncio, de brindar a vida, de esquecer do relógio e de fazer o seu próprio tempo.

O corona já foi destronado pela nossa fé, pelo nosso sorriso no futuro, com nosso olhar altruísta sobre o outro e além do outro, pois somos parte de uma família universal.

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