Não sei se é uma atitude coletiva. Sei que há muitos anos tenho o hábito de fazer uma retrospectiva interior e projetar metas para o ano que se inicia. Penso ser um hábito saudável, pois através dele elimino alguns “vícios mentais e atitudes negativas” e abasteço os espaços que ficam em aberto com propósitos mais elevados e otimistas frente ao ano que está por se abrir.
É o momento em que também revejo minhas metas traçadas há 365 dias atrás e sinalizar o que valeu a pena, o que deu certo e devo repetir, no que não vale a pena gastar energia, tempo e dinheiro, o que devo acrescentar para melhorar cada intento e o que devo inserir em minhas novas metas.
Naturalmente, tudo isto inclui objetivos vinculados ao meu interior, a família, ao meu trabalho e a relacionamentos.
Mas, há um item do qual me demoro mais na avaliação. É o item do relacionamento que engloba não só os vínculos afetivos familiares, mas, e principalmente as amizades, pois considero ser este sentimento de amigo o mais forte que tenho para dar e que me dou o direito de receber.
Neste quesito, fecho o ano com nota 10 por conta de grandes pessoas que tive o privilegio de conhecer, trabalhar ou rever, neste 2005. Somam-se aí amigos intelectuais, amigos fraternos, outros espirituais, há ainda os solidários, há os que acreditaram na minha capacidade e os que apostaram mais um ano ao meu lado.
Houve os grupos de encontros semanais que traziam muitas risadas e transformavam o encontro numa verdadeira terapia (alunas do meu atelier); o grupo que apostou num trabalho para melhorar o mundo ao nosso redor (Parceiros Voluntários); a turma que se reuniu semanalmente para formatar objetivos literários e encontros envolvendo a comunidade(Núcleo de literatura da ACAEG); o grupo que buscou objetivos puramente artísticos e somatórios em seus currículos(Colegas de Seminários e Congressos);a turma que unida, levantou os propósitos da Associação Cultural que presidi no decorrer do ano(ACAEG) e por fim, a turma do contato familiar e social, extremamente necessário ao nosso dia a dia, por tudo que acrescentam em nossa vida.
Eis aí a real dimensão da minha avaliação anual. Pode o restante não ter sido exatamente como foi projetado, mas quando o relacionamento tira nota dez no balancete anual, qualquer déficit nos demais propósitos materiais são superados.
Obrigada amigos que me aceitaram como amiga. Obrigada pelos conselhos, pela companhia, pelas boas risadas, pelo ombro amigo em momentos difíceis, pelo otimismo e força de suas palavras e pelo amor e carinho que nos uniu.
Que o ano que se inicia, seja repleto de realizações, saúde, paz, amor e muitas amizades para contabilizar no balancete final.
FELIZ ANO NOVO! |  | |