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| Texto publicado em 27/12/2007* - 16:30, quinta-feira. | por Juarez José Cognato | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 4 anos e 4 meses! |  Fim de ano Aos leitores da GramadoSite, desejo um Ano Novo repleto de realizações. Aos que me leram, meu humilde obrigado. Aos que não me leram, também. Não perderam muita coisa. Tenho algumas convicções. Uma delas é de que sem cultura nunca chegaremos lá, continuaremos aos trancos e barrancos. Por isso, sem querer me tornar inoportuno, irei insistindo nesta tese ao longo de 2008.
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 A cultura no Brasil sempre foi tratada como algo dispensável, supérfluo. Houve até quem, durante a ditadura militar, quando ouvia a palavra cultura, tinha ímpetos de sacar a arma.
Nosso nível cultural continua sofrível. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos informou que as crianças brasileiras só são mais inteligentes do que as de alguns países miseráveis da Ásia e da África.
Mas o que é cultura, afinal? Para mim, cultura é antes de tudo leitura. No entanto, a maioria dos jovens de hoje destina pouco tempo à leitura e dá preferência à televisão. Eles lêem mas não conseguem entender uma informação ou um raciocínio contidos num texto. E o baixo nível da programação da TV também contribui para uma crescente onda de analfabetismo funcional.
Mario Quintana dizia que os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem. Portanto, vamos em frente que atrás vem gente. Saudações.
Curtas
O bispo baiano Dom Luiz Flávio Cappio, aquele que faz greve de fome contra a transposição do rio São Francisco, disse, em entrevista, que o “Lula morreu, estamos no governo Inácio da Silva”. Ele fez questão de separar a imagem de Lula – aquele que foi a grande esperança do povo brasileiro – do atual estágio do governo. Para ele o presidente mantém a popularidade porque o país ainda tem uma grande população pobre e miserável que corre atrás daquele que lhe dá alguma esmola.
“Não se pode determinar com clareza que espécie de homem é mais nociva numa república: a dos que desejam adquirir o que não possuem ou a dos que só querem conservar as vantagens já alcançadas. A sede de poder é tão forte quanto a sede de vingança, se não for mais forte ainda” (Maquiavel – “Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio” (1517).
Max Nunes (Max Newton Figueiredo Pereira Nunes), médico, escritor, mas, acima de tudo, um dos maiores humoristas do Brasil, foi o criador do programa “Balança, mas não cai”, exibido nos anos 50 na Rádio Nacional (RJ) e, posteriormente, levado para a televisão. Escreveu uma coluna de humor intitulada “Uma Pulga na Camisola”, onde suas piadas continuam atuais, suas definições sobre política, atualíssimas, traçando um painel sociológico e político daqueles tempos.
Eis alguns exemplos delas: “A prova de que a vida não está tão cara assim é que muitos apartamentos, automóveis e fazendas estão custando apenas um inquérito parlamentar”. “O que leva o Brasil à falência não é o fato de muitos roubarem pouco. É o fato de poucos roubarem muito”.
“O eleitor, obrigatoriamente, tem que ser qualificado. O candidato não”. “Em plena era da bomba atômica, dos robôs e dos foguetes intercontinentais, o voto é uma arma tão precária que a gente dá o tiro hoje e só vai saber que errou a pontaria dois ou três anos depois”. “Eleitor! O voto é a arma do cidadão. Mire bem antes de apertar o gatilho”. Max Nunes é da estirpe de um Millôr Fernandes e de um Aparício Torelly. |  | |
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