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| Texto publicado em 15/12/2011* - 17:26, quinta-feira. | por Ovídio Hillebrand | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 5 meses! |  Pater Colonorum Pai dos Colonos.
No monumento ao Pe. Theodor Amstad, S.J. na praça em Linha Imperial consta este título. Nascido na Suíça, foi missionário em vários municípios do Rio Grande do Sul. Para comprovar este título, quero comentar e traduzir a carta abaixo dirigida a um agricultor, no caso meu pai Alberto Hillebrand. Em outras correspondências, Pe. Theodor e Alberto trocam idéias sobre variedades de milho. Vale a pena recordar este assunto pela importância econômica mundial ainda hoje tem o feijão soja. Notemos o interesse que Padre Theodor tinha em ajudar os agricultores para melhorarem sua atividade agrícola ! Contato com o Japão foi certamente através de seus Irmãos da Ordem dos Jesuitas que já estavam como missionários naquela longínqua “Terra do Sol Nascente”.
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E o “Sweet Clover” que ele introduziu? Aqui preciso contar minha própria participação. Nos anos 1980, com dedicação à apicultura, nos congressos que assistia, incentivou-se a pastagem apícola. Consegui algumas sementes que me pareciam conhecidas. Desde criança havia um “tipo de alfafa”, como inço, na beira das cercas, que tinham semente semelhante. Antes de poder semear e ver o resultado, mostrei-a a meu tio Emílio. Ele, surpreso, disse: “ Ai das is doch de “Sweet Clover”! Dê hot doch de Pada Amstad gebracht! Das soll Fo die Biene sinn.” = Ah. Isto é o „Sweet Clover“! Esse, o Pe. Amstad o trouxe. É para as abelhas. – Pronto! Meu septuagenário tio sabia da história. Já se haviam passado 50 anos. Hoje, mais 25 anos depois desta explicação, encontro esta carta de próprio punho do Pe. Amstad, pondo em foco documentado o seu amor aos agricultores, e merecedor do título “Pater Colonorum” que muito será lembrado e louvado principalmente em 2012 pelo centenário do “Volksverein”, Associação Popular, hoje “Associação Theodor Amstad ”, entidade criada por ele em 1912. Este “Sweet Clover”, que significa trevo doce, tem o nome científico de Melilotus Uficinalis, popular Meliloto Branco que pode chegar a 3 metros de altura. No Brasil não tenho notícia de cultivo em maior escala. Diz a literatura apícola que um hectare pode render 600 quilos de mel.
S. Leopoldo den 28. Januar 1932
Mein lieber Herr Hillebrand !
(Mit der) Zur Anpflanzung von „Sweet Clover“ wird in einer deutschen landwirt Zeitung folgendes Verfahren angegeben: man säet den Samen als Zwischenpflanzung zwischen eine andere Kultur z. B. Zwischen Gerste. Ist die Gerste geerntet, so lässt man den „Sweet Clover“ als Bienenweide weiter wachsen bis er verblüht hat. Als dann pflügt man ihn zusammen mit den Stoppeln der Gerste als Gründüngung unter. Wie mir Gromann schreibt hat die Pflanze als Futter sich nicht bewährt; das hiesige Vieh frisst sie nicht gern.
Habe aus Japan auser eine Probe von Sojabohnen auch verschiedene andere Bohnensorten erhalten. Da die Japaner in der Gärtnerei bekanntlich Spezialisten sind , so lohnt es sich mit den Sämereien Proben anzustellen; schicke Ihnen eine Sorte des Samens. Merckwürdig ist der Vergleich mit den hier gezüchteten Sojabohnen (an den Forromeco) und dem aus Japan erhaltenen Samen. Von den hiesigen Bohnen gingen 88 auf 10 gr, von den aus Japan nur 22 Stück. Ob die hiesigen Bohnen schon ausgeartet sind ?
Verbleibe mit freundlichem Gruss, Ihr ergebener
P. Theodor Amstad S.J.
Em português S. Leopoldo, 28 de janeiro de 1932
Meu caro Sr. Hillebrand !
Para o plantio do “Sweet Clover”está sendo dado o seguinte procedimento num jornal agrícola. Semeia-se a semente como cultura intercalada entre uma outra cultura, por exemplo cevada. Depois da colheita da cevada deixa-se o “Sweet Clover”crescer como pastagem apícola até o final da florada. Em seguida ara-se tudo junto com os restos da cevada como adubação verde. Como o Sr. Grossmann me escreve, a planta não se demonstrou boa como pasto verde; ao gado daqui não lhe apetece. Consegui do Japão, além de uma amostra de Feijão Soja, também outras variedades de feijão. Como os japoneses são conhecidos especialistas em jardinagem, vale a pena fazer testes com estas sementes; envio-lhe uma variedade da semente. É notável a comparação com as variedades cultivadas aqui (no Forromeco) e aquelas conseguidas do Japão. Do feijão daqui precisa-se 88 para 10gr. Da variedade do Japão, somente 22 grãos.Será que a variedade daqui já se deteriorou?
Com cordiais saudações, fica às suas ordens,
P. Theodor Amstad |  | |
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