Atrapalhando, o já lento, trânsito.
Lotadas!
Lotadas de sacos “lotados”.
“Eles” puxando...
Em cima “meninos” e “meninas” dando as ordens:
- Vamos lá!
- Mais rápido...
- Vamos lá!
E “eles” não vão... Não podem ir...
Não agüentam.
É muito peso para “eles”...
Lá vão elas...
De dia.
De noite e sem luz...
Com chuva e sem pára-brisa...
Com sol e protetores de sol...
Lá vão elas...
Por todas as ruas. Por todas as avenidas.
Quem são?
Não sabem ainda?
Não é o transporte do Século XXI.
É o transporte que fez sucesso em outros tempos. Atravessou os tempos...
Sim, acertaram! É a carroça...
Incomoda.
Incomoda a todos.
Mas “todos” sabem que estão ali em função do trabalho.
Infelizmente, sendo puxadas por animais, muitas vezes não bem alimentados, e conduzidos, na maioria das oportunidades, por jovens. Muito jovens... Jovens que deveriam ou poderiam estar nas escolas. E não estão. Estão trabalhando. Ajudando no sustento das famílias.
Mas “elas” estão ali... Lentas!
E “elas” vão indo. Indo! Muitas vezes indo quase parando...
Indo! Indo!
Interrompendo o já caótico trânsito. Mas estão cumprindo seu papel.
Surge a pergunta:
É a carroça ocupando o lugar do veículo automotores, ou é o veículo automotor ocupando o lugar da carroça?
Eis a questão.
Ambos estão certos... são veículos!
Todos indo ou vindo do trabalho!
Lá vão elas...
“Recheadas” de sacos. Muitas vezes pesados e conduzidos pelos jovens. São os jovens do amanhã... Do nosso amanhã...
É uma pena! Mas é a realidade. A nossa realidade!
Mas estão ali...
Nas nossas ruas e avenidas.
Cumprindo seu papel junto à “nossa” sociedade...
Lá vão elas...