E os cinemas de ontem?
Com “poltronas” de madeira. Alguns, mais modernos, já possuíam assentos de “couro”.
Local onde se trocava e/ou vendia “gibis” ( digo revistinhas de quadrinhos...) nas matinês de domingo.
Horários contínuos: iniciava, geralmente, às 14 horas, tocando um sinal característico, imitando um sino e finalizava com a sessão das 22:00 horas. Sempre apresentando a mesma película. Às vezes tinha sessão à meia noite, geralmente estréias...
Local onde, internamente, tinha um baleiro que falava em alto e bom tom: “baleiro, balas; baleiro, balas...”
Local onde, se porventura, o espectador chegasse com alguns minutos de atraso, era acompanhado até o local que iria sentar por um “lanterninha”. Pessoa encarregada de mostrar os lugares vagos junto com uma lanterna.
Localizados nos bairros mais populosos da cidade e também no “centro” da cidade.
Os cinemas de ontem eram, geralmente, enormes. Servia também como teatro. Eram denominados de Cine-Teatro.
No início da “era cinematográfica” os filmes eram mudos, e porisso nos cinemas existiam os pianistas, que acompanhavam com suas melodias os filmes que estavam passando nas telas.
Hoje o som dos cinemas são estéreos. De uma qualidade espetacular.
E antes?
Bem, antes o som era um “sonzinho”...
Em muitas ocasiões, se o filme era de “amor”, em algumas cenas ouvia-se murmúrios da platéia: Bravo! ou Mais um! ( se as cenas eram muito amorosas ou com beijos muito “glamourosos”) eram os cinemas de ontem... E assim transcorriam as sessões cinematográficas. O grande programa de domingo à tarde das crianças e dos adolescentes...
Também eram locais de troca de “figurinhas” dos álbuns da época, principalmente dos álbuns relativos aos filmes: Peter Pan, Gata Borralheira, Branca de Neve e os Sete anões, e assim por diante...
Com tudo isso, os cinemas estavam, o u quase sempre, com suas lotações esgotadas.
Os estudantes pagavam meia entrada, desde que mostrassem a respectiva carteira estudantil.
Existiam “casas de espetáculos” que passavam sessões duplas. Dois filmes de uma só vez. Principalmente os filmes de “mocinho e bandido”.
E hoje?
Cada vez mais o público espectador de cinema está aumentando.
Todos pensavam que com o avanço da televisão o cinema morreria. Morreu os cinemas localizados nos bairros. Estes sim! Sucumbiram, mas as modernas casas de espetáculos cinematográficos estão comprovando como esta arte está cada vez mais viva. O público espectador está aumentando.
A indústria cinematográfica está cada vez mais firme e forte. Americanos, europeus e de outros cantos do mundo vêm os filmes.
Os cinemas só mudaram de lugar. Estão localizados nos Centros Comerciais e em Aeroportos.
É o cinema.
De ontem!
De hoje!
Mas sempre cinema...
É arte!
É cultura!
Sempre tem público. Para todos os gostos.
Uns com mais e outros com menos qualidade.
É o cinema!
Um grande programa para todos!
Um grande programa para todos em todos os dias...