Amigos não se encontram todos os dias. É capaz de se criar laços com muitos amores. Às vezes, um novo a cada final de semana, a cada saída depois do trabalho ou no intervalo da faculdade. Entre os corredores do escritório.
Um amigo... Ah, para estes, é uma procura mais árdua que se precisa enfrentar. É um contrato. Assim, mais que um laço, não se rompe por qualquer escolha mal feita. Palavras não ditas ou tolas discussões sobre o que fazer no final de semana não trazem mágoa. Não ferem. São contratos sólidos.
Eis que algo de novo apareceu ali. Não houve a sensação percebida pela lógica. Num depois, atravessando por uma esquina entre as horas do tempo, cabe aos momentos passados, um pouco de sorriso no olhar. Contratos de paz. De conversas soltas nos finais de tarde. De lágrimas amparadas quando estas teimam em rolar por algo de bom ou ruim que acaba se passando uma vez que outra.
É bem capaz dos dias ganharem eternidade ao teu lado amigo. E essa ilusão vai se parecer bem verdadeira, porque não morre como as flores com a chegada dos dias frios. Não é levada pela chuva. Permanece. E não estarmos mais sós nos torna valentes para mil batalhas. De termos vontade de acordar antes mesmo de ir dormir à noite.
A morte não dá mais medo. Pois, na hora última, não seremos uma nota só, teremos os amigos a nos encorajar em nossa jornada mais importante. A lua cheia ilumina a noite, caminhos acompanhados pela vigia do seu olhar, amigo.