Já vi muita gente assim. Já me vi pensando assim. Gritando com o mundo e pedindo socorro depois. Normal. Mesmo assim, a gente erra de novo e de novo. Como é gostoso errar. Como é gostoso errar de propósito. Só pra nos testar. E quando não é de propósito, como é bom ser consolada depois.
Já errei muito por querer e sem querer. Chorei e gritei muito com o mundo depois. Mesmo assim, nunca fiquei sozinha. Sempre fui muito amada. Ainda sou. Mesmo quem jura que me odeia sei que gosta de mim um tantinho. Pelo menos penso dessa forma porque não guardo rancor das pessoas. Nunca deixei de amar quem, um dia, ou uma noite, me declarei amar para toda a vida.
Já achei que escolhi tudo errado, que decidi na hora errada, que perdi as minhas melhores chances. As suas escolhas, por mais que você faça sempre terão igual chance de darem certo e de darem errado. É normal você errar. E é mais normal ainda darem certo, mesmo quando parecem ter dado errado.
Já achei que ia morrer tantas vezes quando as janelas se fecharam e as portas bateram no meu nariz. E por pouco não enxerguei o vão da porta e a fresta na janela. Bons partidos não aparecem todos os dias. Mas, mesmo assim, a gente espera por eles.
Um dia, de repente, você tropeça num deles sem querer e se acha a pessoa mais estúpida do mundo todo pela mancada. Tropeçar acaba com qualquer chance de dar certo. Mas isso pode não ser totalmente verdade.
E, num abrir e fechar de olhos, a gente está no caminho dele e ter um anel no dedo pode ser tão bom quanto receber a notícia que daqui pra frente seremos eternos para todo o sempre. Que em todas as manhãs teremos dias bons e maçãs suculentas no café.