Entretanto, com os escândalos que se abateram sobre o estado (Detran, Selos, Concursos), perdemos a primazia da ética, a ponto de alguém sugerir a mudança daquele verso do hino gaúcho que diz “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”.
A verdade é que não dá mais para governar com o modelo atual. O eleito, seja presidente, governador ou prefeito, raras vezes conta com maioria no Legislativo, obrigando-se a amplas composições com os inúmeros partidos que o apoiaram. E como temos muitos partidos (cerca de 30), cada qual querendo seu bocado, fica faltando vagas para acomodar tanta gente. Criam-se, então, vagas nas estatais, autarquias e fundações que serão ocupadas nem sempre com devido critério técnico. Com o tempo esses organismos tornam-se ninhos de corruptos, ávidos por meterem a mão no dinheiro do contribuinte.
Ao Estado cabe tão somente zelar pela saúde, pela educação e pela segurança pública. O restante poderia ser privatizado. Menos cargos políticos, menos salários, menos assédio, mais economia de recursos públicos.
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Brasília é uma usina de pilantragens, gera uma a cada semana. A mais recente é a compra da Varig pela Varig/Log, bancada por um grupo americano que usou “laranjas” brasileiros sem dinheiro para burlar a lei que proíbe que empresas estrangeiras venham a deter mais de 20% das ações de empresas aéreas nacionais.
A parte podre (dívida de 7 bilhões e passivo trabalhista) vai ficar, como sempre, para os contribuintes e para os aposentados do fundo de pensão da Varig que perderam suas pensões.
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Desencanto com os deputados gaúchos que votaram a favor da CSS (ex-CPMF). Espero que seus eleitores dêem o troco na próxima eleição.
Será que eles tem alguma garantia do governo de que os recursos irão mesmo para a Saúde? Duvida-se.
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Gramado tem se notabilizado por uma aguda consciência ambiental. Nesses tempos em que se devasta a Amazônia, em que peixes morrem asfixiados no Rio dos Sinos e que o lixo degrada o nosso dia-a-dia, é altamente louvável a luta da municipalidade e de ambientalistas para a preservação das matas nativas que ainda restam na cidade e no interior do município.
A reação teve início com a implantação de um novo plano diretor em 2006 que impôs restrições a novos projetos imobiliários, reduzindo o que chegou a atingir 50 mil metros de área construída por ano para algo em torno de 2 mil metros hoje, obedecidos recuos e conservação de partes da vegetação existentes nos terrenos.
O objetivo é combinar crescimento com sustentabilidade, algo que requer o engajamento de todos os gramadenses para a sua concretização e que torne a cidade um lugar ainda mais agradável de se viver.