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| Texto publicado em 19/07/2006* - 16:08, quarta-feira. | por David Iasnogrodski | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 5 anos e 10 meses! |  Parece mentira! (mas não é...) É um espetáculo essa cidade. Movimentada. Cheia de gente! Cheia de vida... E os teatros? Os museus, bibliotecas, livrarias. Que cidade! Isso tudo é um espetáculo... A Broadway! Time Square… Fabuloso! Nós estamos bem localizados, não é verdade? Sim. Perto de tudo! Até do Central Park. Apesar do frio ele está sempre cheio de gente. É sempre uma das atrações dessa metrópole. Em muitos filmes ele aparece... Que frio está fazendo aqui! Vamos comprar umas luvas? Sim. Será muito adequado. Aquele senhor da esquina está vendendo luvas e toucas para a cabeça com o símbolo de Nova Iorque. Vamos até ali. Produtos úteis para esse frio...
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 Olha, eu vi ali no termômetro. Está marcando dois graus centígrados. Eu é que transformei, pois aqui a temperatura é dada em graus farenhait. A tendência é baixar mais a temperatura. Bem, nesta época do ano faz muito frio. Mas é um frio seco. Agasalhamo-nos e vamos em frente...
Esses foram nossos primeiros diálogos ao chegarmos a Nova Iorque em fevereiro de 2001. Deparamo-nos com aquela magnitude de cidade. Seus “arranha-céus”. É um deslumbre! Que vamos fazer primeiro? Bem, pela programação teremos já amanhã um city tour completo, onde poderemos observar os principais pontos turísticos dessa cidade. Logo em seguida uma série de programações. Inclusive horários livres para conhecermos realmente, a “Big Apple”.
Assim foi. Passeamos. Conhecemos. Andamos bastante. De dia e de noite. À noite inclusive no Green Village – o bairro boêmio desta grande cidade. Que lindo! Os cafés e seu clima bastante quente. Estávamos precisando. O frio está demasiado. Bem escolhido o local, aprazível e aconchegante. Nossos amigos nos recomendaram bem.
Observaste ali ao fundo? Não. Repare! Parece que aquela moça está ali a olhar o fogo da lareira como se ela estivesse a falar com o fogo... tal a seriedade. É. O clima é propício... Muito legal também foi chegar até aqui de metrô. Muitos dormem em seus bancos! É um problema social... Mas é muito bom! Nova Iorque, uma cidade completa para todos os gostos.
Os dias foram passando. Beto e Thamara passariam quatro dias nesta “capital do mundo”. Foram se deliciar com os teatros na Broadway. Viram uma série de musicais. Não entendiam muito bem o inglês, mas se deliciaram com a interpretação e com as músicas. Beleza!
Parece mentira. Amanhã já teremos que ir embora. Voltar ao Brasil depois desta viagem inesquecível. O que fazer hoje? Vamos caminhar depois do café. Já comprei na Delicatessen, localizada no outro lado da rua, os “quitutes” para o nosso desjejum. Assim não precisamos ir ao restaurante do hotel. Após vamos caminhar pelas discotecas, lojas e nos deslocar até o World Trade Center.
As torres gêmeas? Sim, que achas da idéia? Sensacional. Para lá vamos de táxi e, na volta, viremos a pé. Negativo! Negativo porque? Ida e volta a pé vamos perder muito tempo. Não. Vamos de metrô. Eu li que há duas linhas de metrô que finalizam seus trechos no subsolo das torres gêmeas. Tens certeza? Sim. Eu li. Tu sabes que quando viajo eu me interesso pelos “mínimos detalhes”, como dizia aquela artista de TV. Nos “mínimos detalhes...”.
Topei! Como ir? Vamos nos informar na portaria do hotel. Sempre foram solícitos conosco. Isso é verdade! Sempre tivemos todas as informações, apesar do nosso “inglês” não ser muito “compreensível...” Mas eles entendem. Inclusive o espanhol. Sempre existe alguém na portaria que fala o espanhol ou, às vezes, até entendem a linguagem das mãos! A linguagem internacional...
Assim fizeram. Obtiveram as informações necessárias para se locomoverem de metrô até o conjunto das Torres Gêmeas. Foram até a parada mais perto do hotel. Desceram e esperaram alguns instantes e lá chegou o trem. Eram 13 horas. Tinham recém almoçado. O almoço foi uma fatia de pizza. Muito gostosa... Fazia frio, mas tinha sol. Um solaço! E lá foram nossos personagens. O trem parou exatamente num dos subsolos do complexo de edifícios. Complexo este dos mais famosos do mundo. O complexo das Torres Gêmeas.
Ficamos estarrecidos com o grandioso shopping ali existente. Também saímos para a rua, onde pudemos tirar algumas fotos e observar o trânsito da redondeza, assim como o grande comércio ali existente, onde pudemos destacar as lojas Century 21 e tantas e tantas outras. Muito movimento, grandiosas avenidas largas e logo em seguida observamos, ao longe, o Rio Hudson. Nova Iorque lindíssima, como sempre, em todos os seus ângulos. Nova Iorque!
Vamos? Onde? Ora, subir! Viemos aqui para que? Imagina, mais de 100 andares. É um “arranha-céu”... Legal! E os elevadores, como serão? Muito rápidos ou teremos que realizar alguma escala nos andares inferiores? Rápidos. Rapidíssimos! Também li a respeito desse assunto. Lá em cima, além de um belvedere numa das torres, há um restaurante aberto ao público, onde poderemos tomar um café e observar a cidade. Lá de cima, pertinho do céu...
Deve ser lindo! Bem, isso nós vamos dizer depois, pois vir a Nova Iorque e não visitar as Torres Gêmeas é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel. É verdade! Vamos lá... Antes necessitamos passar nos guichês de informações. Temos que nos identificar. Somos “estranhos no ninho”. É o processo de segurança. Um prédio onde funcionam uma série de grandes empresas nacionais e mundiais.
A segurança acima de tudo! É a segurança dos trabalhadores deste local. A final de contas é visitado por inúmeros turistas, como nós, de todos os países. Todos desejam visitar a “capital do mundo” e suas atrações. E essa é uma das mais importantes. O sonho de muitos empresários é possuir ao menos um escritório aqui neste complexo de empresas. Um grande sonho! É verdade! Vamos lá! Inclusive o elevador para os turistas é diferenciado dos outros elevadores que transportam os colaboradores das empresas aqui sediadas.
E, assim, se dirigiram aos guichês das informações. Mostraram os passaportes. Alguns turistas estavam depositando seus pacotes, pois subir - como turista – portando pacotes estranhos não é permitido e também alguns casacos foram revistados pelos seguranças. Dirigiram-se ao elevador especial que estava indicado no saguão de entrada. Um enorme elevador! Direto ao andar 107. Sem escala. Direto ao Restaurante Windows on the World ( janela do mundo). Preferiram ir ao café do que no belvedere, em face do frio.
Puxa que rápido! Sem escala. Acredito que muitos não sobem por fobia de elevador... Mas é muito rápido. Veja como tem gente neste café! Muitos nem observam a vista. Realizam “grandes” negócios... Já estivemos no Empire State Building. Mas aqui é muito mais bonito! Sensacional! O que seria desta cidade sem esta vista? Estou bem lembrado que quando nosso avião chegou eu vi ao longe estas Torres Gêmeas. As gêmeas.
As “gêmeas “ de Nova Iorque. Não sei não. Só sabemos que em 4 de abril de 1973, segundo as placas que estão lá embaixo foi inaugurado este complexo. Que obra! Que cartão postal Beto, olha ali! Aquele grupo de mulheres fumando charuto! Li a respeito disto. Reúnem-se aqui numa espécie de confraria do charuto. Mais para o final da tarde existe sempre um número maior delas. É famoso esse encontro... Pelo jeito, tudo aqui é famoso!
Daqui de cima a gente pensa naquilo que nos foi explicado no city tour: Esta cidade foi sempre afetada por inúmeros problemas – poluição do ar e da água, congestionamentos, conflitos raciais e inclusive, uma série de greves. É uma cidade grande, com seus grandes problemas. Mas recebe bem o turista. Diante desta maravilha de vista, apesar do frio que estamos sentindo e o sol que está nos acompanhando, nota-se direitinho que esta cidade está localizada na foz do Rio Hudson, ocupando toda a ilha de Manhattam. É a “velha” e sempre atraente Nova Iorque.
Como é alto! Os helicópteros passam bem pertinho de nós... Tens razão... Observa-se as aterrisagens dos aviões comerciais junto aos aeroportos desta cidade. Que legal! Não canso de dizer esta expressão. Mas é legal mesmo... Estou abismado com tudo que estou vendo. Dá, inclusive, para se observar, apesar dos vidros, a Estátua da Liberdade. Lembra que o guia nos falou que ela foi montada em 1884, na França. Foi desmontada e transportada em navios. Inaugurada em 1886.
Vamos ter saudade desta nossa “subida” a este ícone. Saudade do World Trade Center. Saudade das Torres Gêmeas. Esse nosso passeio à "The Big Apple" nos deixará ótimas lembranças. Amanhã já temos que ir embora. Deixaremos a “capital do mundo”. Uma cidade com mais de 8 milhões de habitantes. Até agora apreciamos a vista. Depois de saborearmos um café aqui do alto, voltaremos a congestionada, mas sempre linda Manhattam.
E assim fizeram. Voltaram ao solo. Realizaram as últimas compras no tradicional Magazine Macy’s. Dirigiram-se ao Hotel Wellington. À noite, ainda foram a um dos teatros da Broadway. Desde a Independência dos Estados Unidos, ricos habitantes de Nova Iorque suportaram economicamente atividades culturais. É a cidade mais multicultural dos Estados Unidos. Que vontade de ficar mais!!! Mas... Quem sabe! Dormir. Sonhar e voltar.
É hora de voltar ao Brasil e recordar do tempo passado em Nova Iorque. Do clima. Da gente. Dos congestionamentos. Das paisagens. Dos museus. Dos teatros. Do Central Park. Das compras. Da alegria. Dos arranha-céus. Do World Trade Center...
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Que dia é hoje? 11 de setembro. 11 de setembro de 2001. Setembro. Já não é tão frio, mas preciso me levantar e sair para trabalhar. Não sei! Não estou muito legal! Não dormi bem. Mas é a vida. Preciso ir à “labuta”. É verdade!
Chegando ao trabalho o computador é ligado. Depois de observar seus e-mails, Beto chama a atenção do colega de trabalho: Luis, o que é isso? Notícias de Nova Iorque. Notícias ao vivo. As Torres Gêmeas estão sendo alvo de atentados terroristas. Um dos ícones da economia norte americana, idealizado pelo arquiteto japonês Minoru Yamasaki. Eu não conseguia entender. Estava vindo para cá e ouvi no rádio do carro. Estava tudo muito confuso. Não conseguia compreender... As rádios estavam explicando e eu não conseguia entender como tudo estava acontecendo. Estava atônito. Parece mentira! Estava lá a tão pouco tempo atrás. Parece que foi ontem... Estava lá com a Tamara!
Que loucura! Olha ali, um dos primeiros bombeiros a chegar. Tudo está sendo mostrado pela TV. Por esse motivo, estamos podendo ver através do monitor do computador. Vamos continuar observando. Acredito que o mundo está parado. O mundo está atônito com este acontecimento... Mais uma vez – que loucura! Só dizendo assim! Um avião atingiu a Torre Norte poucos minutos depois das oito horas. Nunca vi coisa igual, acredito que ninguém tenha visto. Só em filme. E filme americano... Pára de brincar. Filme é ficção e aqui nós estamos vendo “ao vivo” esta tragédia. É sério. As pessoas estão indo para cima do prédio. Outras se atirando. Não estão agüentando a fumaça. Estão a procura de oxigênio. A fumaça está enorme. Estão começando a passar imagens anteriores... Recordação... Recordação...
Olha ali! Outro avião está atingindo a Torre Sul. Que horrível. Está incendiando tudo. São nove horas e dois minutos, segundo o locutor da TV. Acredito que vão desabar em função do calor! Como? Desabar? Olha ali! Está desabando a Torre Norte! Tudo depois do choque do outro avião! Algo inesquecível! Porque tudo isso? É a Torre Sul que está desabando. Olha as pessoas! A fumaça! A poeira! Infelizmente chegou a vez da Torre Norte também desabar... E nós vendo tudo isso. E sem poder ajudar... Ficará na nossa memória para sempre... Ouça o que está dizendo o locutor: dez horas e vinte e oito minutos de uma manhã de setembro... E nós aqui vendo tudo isso... Também estão falando que outro avião atingiu o Pentágono. Onde vai parar tudo isso... Observa que as torres estão caindo, simplesmente uma loucura! Um sonho... Não sei mais o que exclamar!
O complexo ocupava 64.750 metros quadrados. O conjunto abrigava escritórios de 400 empresas de 25 países e 50.000 pessoas trabalhavam diuturnamente nas Torres Norte e Sul. Havia seis subsolos, com um centro comercial, estacionamento para 2.000 carros. Acesso para duas estações de metrô e uma de trem. O conjunto gerava 50 toneladas de lixo por dia e consumia 8,5 milhões de litros de água potável. As máquinas de ar condicionado sugavam 363.000 litros de água por minuto do Rio Hudson. A antena de 110 metros do prédio era utilizada por 10 emissoras de TV de Nova Iorque.
Tudo caiu... Tudo ruiu... Estamos ouvindo choros. Muitos lamentos... Luis, e eu que poderia estar lá neste momento. Faz muito pouco tempo estava nestas, “hoje” ruínas junto com a Tâmara. Estão informando que as torres foram construídas para resistir ao impacto de alguns tipos de aviões. Elas não caíram quando os aviões, conduzidos pelos terroristas, entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia dos pilotos... A temperatura chegou aos 1.000 graus centígrados. O aço não se funde nesse ponto, mas perde a dureza... Que coisa! Inacreditável. Em pleno século XXI. O que atos terroristas não fazem! Estão dizendo ainda que o World Trade Center agüentaria focos de incêndio e até bombas. Mas impacto, chamas e explosões foram agressões demais para as estruturas...
Agora estão informando que cada aeronave colidiu contra as armações de vidro com uma força de impacto equivalente a mais de 1.000 vezes o próprio peso. E aí então vieram os desabamentos! As mortes... Estamos vendo a enorme nuvem de pó que está nas ruas. Os subterrâneos foram soterrados...
Não estou agüentando ver tudo isso! Será que não é uma ficção? Não pode ser verdade. Gente como nós fazendo isso com gente... será que foram seres humanos os planejadores desses ataques? Não posso compreender... Eu também. E os familiares dos trabalhadores, como devem estar se sentindo? Também devem estar vendo pela TV, pelos computadores ou tentando, inclusive, ir ao local. Procurando um meio para tentar se comunicar com as vítimas.
É um pesadelo! Não vou esquecer jamais estas cenas... Simplesmente uma loucura! O locutor está informando que muitas das vítimas estavam se dirigindo para o topo do prédio, esperando resgate, mas lá chegando encontraram a porta trancada eletronicamente. Segundo ele, isto se deve ao acontecido em 1993, onde pessoas malucas se suicidavam pulando dos andares de cima das Torres Gêmeas. Uma informação que agrava em muito a situação... E tudo no nosso computador. Que dia! Beto, que manhã!. Que 11 de setembro...
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2006.
Fazem cinco anos. Parece que foi ontem! Luis, não sei o que parece mais perto. A minha estada em Nova Iorque, lá no World Trade Center, ou aquela manhã de sol aqui em Porto Alegre, observando o computador e tudo “aquilo” a cair... Cair! Cair! Desgraça! Que desgraça! Li muito a respeito do assunto. Mas não me sai da cabeça como possa existir seres humanos com espírito de destruição. O acontecido foi realizado por seres humanos iguais a nós... Estamos novamente juntos. Com alguns fios de cabelo branco a mais. Eu e a Thamara estamos aqui para te mostrar nossas fotos da viagem a Nova Iorque em fevereiro de 2001. Lá estivemos, inclusive, no World Trade Center. As fotos foram tiradas com máquinas digitais? Não. Não tínhamos. Uma máquina digital naquela época era muito dispendioso. Agora é que elas estão mais popularizadas..O valor é menor...
Como era lindo! O que será que vão erguer naquele local onde estava instalado o complexo das Torres Gêmeas? Não sei. Para nós, ficará na memória aquele conjunto estrutural. Aquele cartão postal, mas também aquele 11 de setembro. O 11 de setembro de 2001. Lembras? Claro que sim. Estávamos juntos no nosso local de trabalho.
Informei-me através da Internet que, na época, os acontecimentos de 11 de setembro de 2001 causaram grande impacto no mundo. E não poderia ser de outra maneira. Dos 2.743 mortos, apenas um pouco mais de 200 morreram pelo impacto dos aviões. Outras 2.300 pessoas sobreviveram ao ataque, mas morreram com a fumaça e o desabamento. Problemas de saúde, resultante da formação de grande quantidade de poeira, quando do desabamento das torres, ainda continuam a causar problemas respiratórios em alguns habitantes da cidade.
Até quando precisaremos ver terroristas provocando estes tipos de tragédia? A dor continua grande para aqueles familiares que perderam seus entes queridos na hora do trabalho, ou mesmo que estavam circulando pela região atingida. Detalhe importante: fiquei sabendo, também através da Internet, que segundo fontes do Departamento de Estado do governo americano, as nacionalidades das pessoas desaparecidas são as seguintes: 3.613 dos Estados Unidos, 403 da Holanda, 250 da Índia, 208 da Colômbia, 206 da Alemanha, 200 da Grã- Bretanha, 200 do Paquistão, 150 do Canadá, 133 de Israel, 96 da Rússia, 86 da Itália, 71 de El Salvador, 68 de Portugal, 55 da Austrália, 55 de Bangladesh, 40 da Áustria, 34 da Irlanda, 34 do Equador, 30 da Polônia, 30 da Coréia do Sul, 25 da República Dominicana, 23 do Japão, 20 da Grécia, 17 do México, 10 da República Tcheca, 10 da Eslováquia, 10 da França, 8 do Marrocos, 8 do Iêmen, 7 de Honduras, 7 da Jamaica, 7 do Taiwan, 6 da Argentina, 5 do Brasil, 5 do Irã, 4 da Bélgica, 4 do Belize, 4 da China, 4 do Trinidad e Tobago, 3 de Barbados, 3 do Líbano, 3 do Panamá, 3 da Venezuela, 2 da Jordânia, 1 das Bahamas, 1 do Chile, 1 da Costa Rica, 1 da Dinamarca, 1 do Egito, 1 de Gana, 1 da Indonésia, 1 da Nova Zelândia, 1 do Paraguai, 1 do Sri Lanka, 1 de Santa Lúcia, 1 da Turquia, 1 da Ucrânia e 1 da Bielo Rússia.
As autoridades registraram 6.300 pessoas desaparecidas. De mais da metade delas, já há amostras de DNA enviadas pelos familiares – fios de cabelo, roupas, escova de dentes. Até hoje, muitos não foram encontrados. Tudo através da Internet. Verdadeira fonte de pesquisa... Não consigo imaginar os familiares desses desaparecidos... Cinco do Brasil. Do nosso Brasil... irmãos nossos!
É a dor... E que dor! O tempo passa. Mas aqueles momentos jamais serão esquecidos para mim... Fui um espectador como inúmeros por esse mundo afora. Acredito que ninguém esquecerá àquele dia. Aquela manhã funesta do 11 de setembro de 2001. Não vou cansar de repetir: aqueles momentos jamais serão esquecidos! Para ninguém! Para os que têm consciência de que atos assim só prejudicam a humanidade.
Mas vais de novo? Claro! Para viajar estou sempre pronto! Ainda mais para Nova Iorque... Passear. Curtir. Curtir a cidade vibrante. Irresistível, só que agora sem as torres gêmeas. Parece mentira. Mas não é. Esse cartão postal não existe mais. Foi tirado de nosso foco...
Por que? Não sei responder. Acredito que ninguém, de sã consciência, possa me responder. Tudo em pleno século XXI. Por que? Porque tudo isso? Porque em Israel, Iraque e até aqui no Brasil estão acontecendo “coisas” em que jamais eu poderia pensar que pessoas pudessem realizar tanta maldade. Por que?! Porque?! E a tão propalada paz universal entre todos os homens, quando chegará? Silêncio na sala. Nenhum dos personagens toma o café servido. Todos se retiram cabisbaixos... Fica só a indagação no ar: Por que?! Porque tudo isso?! |  | |
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