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Texto publicado em 17/03/2010* - 15:35, quarta-feira.por David Iasnogrodski
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 2 anos e 2 meses!
Silêncio
Corre a noite.

O vento dá o ar de sua graça.

Tudo depois de um verão infernal.

Corre a noite.

Não se ouve nada.

Nenhum barulho.

Só o silêncio.


Silêncio
Vez que outra passa um carro.

E retorna o silêncio.

Os minutos e as horas vão passando.
O silêncio cada vez mais “silencioso”.

Clareia a “noite”...

E chega o som.

Parte o silêncio.

Pessoas, carros, buzinas.

É o dia que chega.

Sol aparecendo.
Pessoas caminhando.

Carros passando.
É o congestionamento dos dias, mas sem silêncio.

Silêncio somente nas noites.

Nas noites de verão.

Nas noites de qualquer estação.

Pensar quando? No silêncio? No barulho? Nos congestionamentos?
Século XXI.

Cidades amontoadas de carros.

Tudo parado. Motores ligados. Tudo poluindo.

Mas sem silêncio...

Vozes reclamando.

Buzinas tocando.

“É o barulho natural das coisas modernas”, diz um transeunte.

“Não, é a tecnologia que chegou”, exclama outro gritando.

Tudo no congestionamento.

Tudo parado. Motores ligados. Tudo poluindo o “sagrado meio ambiente”.

A maioria das janelas fechadas. Ar condicionado ligado. Películas escuras.

Medo dos assaltos.

Insegurança urbana.

Século XXI.

Passa a manhã.

Chega à tarde.
Tudo igual, só que no sentido inverso.

Chega à noite.

Aproxima-se o silêncio!
Ah! Silêncio...

Com o silêncio vem o sono!
Só em pensar que daqui a pouco inicia tudo novamente penso “com meus botões”:
- Gostaria do silêncio eterno!!!
Não pensem em coisas ruins...

Não!!!
Só no silêncio...

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