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Texto publicado em 01/09/2010* - 14:46, quarta-feira.por Ítalo Amorim
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 20 meses!
A fábrica de Deus
Estão fabricando pessoas, enlatando filosofias e vendendo pensamentos em prestações. Esta é a denúncia: o inconsciente coletivo de Jung está mais claro na psique moderna, enquanto pessoas herdam ideais como batismo ou crisma.

Arquétipos estão cada vez mais aparentes e todos são seguidores da positividade. Falta contestação e personalidade. Faltam pessoas interessantes que pensem por si só, que mostrem novos prismas sobre temas.

Comunistas que não leram Marx e votam em Lula. Capitalistas com mentalidade de proletariado sem conhecimento de economia. Toda a bagagem que carregam lhes foi dada e, pior, questionar é herético.

O cúmulo da revolução industrial é aonde chegamos, a partir do momento que começamos a vender conhecimento, quando não, fabricar pessoas em série.

A saída para isso? Buscar revolucionários, quem pense à frente do hoje e do que, diabos, disseram que era certo e errado. Pois digo: gêneros intelectuais fracos matando criatividade, é isso que está errado.

O mundo carece de pessoas originais. Não queremos mais “sim ambulantes”, pessoas absorvedoras de conhecimento e jamais contestadoras. O mundo necessita, mais que nunca, de pessoas que digam: “Deus sou eu”.

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