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| Texto publicado em 28/07/2006* - 14:17, sexta-feira. | por Taís Seibt | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 5 anos e 9 meses! |  Desordem e progresso! O novo passeio da Borges começou a sair do papel. E a Borges de Medeiros, principal avenida de Gramado, está nova mesmo, mas ainda não como o projeto anunciado. Inovações ousadas, como esta, levam tempo, e a desordem faz parte do progresso.
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 É difícil andar por Gramado e não passar pela Borges, apesar de esse movimento estar sendo forçado vez que outra pelas obras. Eu, a pé, não fujo dela. Passo todos os dias, entre buracos e pontes, lodo e cascalho, veículos de obra, operários, essa coisa toda, até para ver a evolução dos trabalhos. Se fosse turista ia procurar um lugar com menos obstáculos para passear. Em semana chuvosa, como essa, então! Credo!
Essa mesma chuva que ora nos incomoda e faz do passeio na Borges quase um Rally Rota do Frio é a que falta para outros lados. O centro do país vem registrando umidade relativa do ar inferior à dos desertos. As Cataratas do Iguaçu parecem mais uma vertente, com 245m³ de queda d’água, dos 1,5mil de praxe. Triste de ver.
Sabe-se que a civilização se tornou possível porque o homem despertou para os benefícios da água. As primeiras cidades se ergueram ao redor dos rios -Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; Nilo, no Egito. Agora, a fonte está secando, apesar das enchentes, tsunamis e lodo na Borges. Isso, graças às civilizações, que não aprenderam a usar os recursos naturais com parcimônia. Mãos humanas não constroem o Jardim do Éden.
Pelo progresso, fez-se a desordem. Para nós e nossos filhos. Pergunto-me se há ainda o que fazer ou se resta à humanidade esperar o próximo período glacial para depois reconstruir o planeta. Trágico demais? Pode ser. Tudo isso reflito enquanto procuro uma bota sete léguas para atravessar o lamaçal da Borges. Mas enfim, no caso da avenida, a lama também faz parte do progresso. |  | |
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