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Texto publicado em 30/08/2010* - 16:49, segunda-feira.por Juarez José Cognato
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 20 meses!
Ao correr da pena
Vai ser divertido assistir a briga do PT com o PMDB por cargos num governo da ungida por “nosso Deus”, caso ela vença a eleição. Vão disputar as boquinhas a tapas. Vai ser uma briga de foices no escuro, de urubus pela carniça.
O Zé Dirceu, mensalão, e o Palocci, quebrador de sigilos, já estão se carneando. Provavelmente outros “mensalões” vão integrar o ministério. Coitadinhos, foram tão injustiçados que agora merecem uma recompensa, né mesmo? E ainda tem os outros “zés” para acomodar: zé sarney, zé dutra, zé genoíno, zé cardozo, zé filippi, ufa, é muitos “zés” para o meu bolso.

O Collor vai voltar em Alagoas e aqui no RS, o Tarso diz que a Brigada Militar não vai intervir nas invasões de propriedades.

Enquanto isso, as emergências dos hospitais entraram em colapso. Estão enxotando doentes. A população está entregue à própria sorte e à incompetência dos responsáveis. Ficar doente hoje no Brasil é uma temeridade, quase uma sentença de morte. Verbas para “arenas” de futebol têm a rodo, para a saúde, necas. E o “presi” diz que a saúde brasileira está quase perfeita.

As cadeias estão lotadas, não tem onde botar os bandidos e ninguém aceita presídios, para alguns turismo não combina com prisões.

As pesquisas eleitorais já elegeram a “guerrilheira. (“É a economia, idiota”). Se a eleição está decidida então para que votar, vamos para a praia que o sol já vem.

Na nossa atual mediocridade, tudo é possível, desde voltar a calçar tamancos, fazer cocô nas moitas e viajar de carretas. Tudo para o bem e felicidade geral da Nação.


Pensar não dói

“O brasileiro não tem caráter porque não possui nem civilização própria nem consciência tradicional” (Macunaíma – Mario de Andrade).

“Mulher esclarecida dá trabalho pro marido, povo esclarecido dá trabalho pro governo”. (Anônimo).


Correr riscos

Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre! (Lúcio Anneo Sêneca- filósofo estóico romano – 4.a.C.-65 a.C.).

Letras e livros

“Dias Felizes”, de Samuel Beckett, Ed. Cosac Naify, 136 págs.- R$ 55,00. Juntamente com “Esperando Godot” e “Fim de Partida”, esta peça forma o trio de peças que alçaram Beckett ao panteão da dramaturgia do século 20.

“Bel-Ami”, de Guy de Maupassant (1850-1893), Ed. Estação Liberdade, 368 págs.- R$ 51,00. Exímio contista, também escreveu seis romances, entre eles Bel-Ami, de 1885. Reflexo da influência naturalista, o livro traz como pano de fundo a Paris da “belle époque”, não aquela tomada pelo glamour, mas antes a cidade dos jogos de influência, que desconhece escrúpulos.

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