Em 2007, antes da crise, a dívida desse grupo representava US$ 26 trilhões. O assustador crescimento da dívida, para enfrentar a crise que se abateu no planeta fez com que a agencia de classificação de risco Standard & Poor's (S&P's) rebaixasse sua perspectiva da dívida dos Estados Unidos de "estável" para "negativa". O fato lançou um alerta de que poderá mudar a classificação de crédito do país nos próximos dois anos. Embora tenha mantido para os Estados Unidos a nota de "AAA", a mais alta. Significa que o país tem grande capacidade para cumprir seus compromissos financeiros.
Mesmo assim, o diretor de pesquisa do Banco do Povo da China (Banco Central chinês), Zhang Jianhua, informou que o país vai ficar vigilante com relação a possíveis flutuações de preços causadas pelo custo crescente que os Estados Unidos enfrentam para emitir dívida. Segundo o informe não há preocupação quanto aos EUA darem default. "No máximo", o país enfrenta custos crescentes para emitir dívida. A China é o maior detentor da dívida norte-americana, com US$ 1, 154 trilhão em títulos até o fim de fevereiro, segundo dados do governo dos EUA. Por outro lado, o Departamento do Tesouro norte-americano informa que os EUA logo alcançarão o teto limite de endividamento, US$ 14,3 trilhões. Atingido o teto ter-se-ia uma situação de default da dívida em oito de julho próximo. Mas espera-se que até lá o limite seja elevado, enquanto o Tesouro americano realizaria algumas manobras para manter as suas obrigações. Essa situação dos Estados Unidos já está afetando internamente a popularidade do presidente Barack Obama, que se lançou candidato à reeleição.
Enquanto os países ricos estão enfrentando dificuldades para equacionar as suas dívidas, existem alguns oásis, como o Chile que sua dívida em 2010 representava 4,6% do PIB. O mesmo não acontece no Brasil, esta relação é de 66,1% do PIB. Algo que já venho comentando em vários artigos sobre esse crescimento galopante da dívida pública do país.
A necessidade de administrar a dívida faz com que investidores internacionais venham ao país investir em títulos brasileiros, que pagam uma taxa de juros básica de 12% ao ano. Descontada a inflação e os tributos, ainda assim a taxa de juros reais é alta se comparada ao que se pagam em outros países.
Entrando mais divisas externas a oferta acaba criando a valorização do Real. Com Real valorizado, quando houver a saída dos investimentos a quantidade de moeda estrangeira passa a ser maior do que entrou, além de serem acrescidos os ganhos. A valorização do Real afeta a balança comercial, o que obriga haver uma compensação tributária. A compensação para geração de moeda estrangeira via exportações deverá ser coberta por aumento na tributação interna. Os custos tributários são repassados a produtos que aliado a pressão sobre a demanda pela criação veloz de uma nova classe consumidora, geram inflação. Esta muito conhecida pelas pessoas mais velhas.
Como tenho dito, para manter a rolagem da Dívida Pública do país, precisa o Tesouro pagar os juros. Os recursos para tal são obtidos pela arrecadação.
A divida pública brasileira chegou neste fevereiro de 2011 ao montante de R$ 1.671,78 bilhões, traduzindo significa 1 trilhão 671 bilhões de reais, assim divididos Dívida Pública Interna, R$ 1.586 bilhões e Dívida Pública Externa, R$ 85,78 bilhões. Sim, a Dívida Externa existe, embora tenham propagado aos quatro ventos pelo governo anterior que ela havia acabado. Muita gente acreditou.
Vale agora fazer uma continha, se transformarmos essas dívidas em dólares, que no dia 20 de abril estava em R$ 1,56, teremos os seguintes números:
Dívida Pública Interna equivale a US$ 1.016,66 bilhões ou 1 trilhão, 16 bilhões e 660 milhões de dólares
Dívida Pública Externa equivale a US$ 54,98 bilhões ou 54 bilhões e 980 milhões de dólares
Total da Dívida Pública, US$ 1.071,653 bilhões ou 1 trilhão, 71 bilhões e 653 milhões de dólares.
Vamos um pouco mais adiante ao tempo, o Tesouro Nacional estima que a Dívida Pública, ao final deste ano de 2011, fique entre R$ 1.800 bilhões e R$ 1.930 bilhões. Ao converter-se pela taxa de R$ 1,56 o país terá uma dívida pública com um intervalo entre US$ 1.153,846 bilhões e US$ 1.237,179 bilhões. Sim, agora podemos dizer em alto e bom som que estamos no Clube dos Trilionários, "Como nunca antes da história deste país." |  | |