Dia 16 estive em Porto Alegre na nova sede da OAB/RS para ouvir o presidente da Comissão de Relações Internacionais e Integração do MERCOSUL, o advogado Marcino Fernandes Rodrigues, palestrar sobre “Mudanças Climáticas e a Nova Ordem Mundial – Considerações sobre Copenhague”, visto que o colega acabara de voltar de Copenhague, tendo integrado a comitiva brasileira.
Interessante saber que o Brasil levou a maior comitiva para Copenhague, com aproximadamente 700 pessoas, enquanto a super potência norte americana, não levou nem metade disso. Mostra que nosso país começa a dar importância ao tema.
Relevante também analisar que o Brasil se posicionou muito bem, propondo uma redução de 36 à 39% de suas emissões de gases efeito estufa. Importante frisar que essa redução se dará com base nos dados de hoje e não de dados da década de 90 como ocorreu no Protocolo de Kyoto.
Esta conferência, COP 15, reuniu em dezembro na cidade de Copenhague cerca de 193 países para negociar os novos índices de emissão de gases efeito estufa e firmar uma novo acordo com novas taxas de redução, visto que o atual, o Protocolo de Kyoto, tem sua vigência em 2012. O encontro tem sido considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais e pretende estabelecer metas quantitativas para os países ricos e compromissos de redução de emissões que possam ser mensurados, reportados e verificados para os países em desenvolvimento.
A CPO 15 deve trabalhar com o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Isso significa que os países industrializados, que começaram a emitir mais cedo e lançam uma quantidade maior de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera em função de seu modelo de crescimento econômico, devem arcar com uma parcela maior na conta do corte de carbono. Por isso, a expectativa é de que os países ricos assumam metas de redução de 25% a 40% de seus níveis de emissão em relação ao ano de 1990, até 2020.
O presidente Lula, encaminhou ao congresso nacional projeto de lei estabelecendo que até 2020 o Brasil reduzirá as emissões de gases de efeito estufa entre 36 e 38%, dividos por setores. Esta lei revolucionará nosso país, pois será a pioneira da mudança brasileira.
( com informações economiaenegocios ) |  | |