| 21/11/2008 15:34:33 | ||||||||||
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Com a crise implantada no coração da economia mundial, decorrente do "crack" da bolsa de valores americana, o governo de lá implantou um sistema de alimentar os desempregados com distribuição de cupons aceitos pelo comércio. Aqui no Brasil, só para lembrar exemplos recentes, existiram programas de transferência de renda para os pertencentes às camadas mais baixas. No governo Itamar Franco, havia o vale gás, para os que usavam pouca energia. Com a apresentação da conta de luz, comprovando o baixo consumo, era paga uma determinada importância nas agências dos Correios. No governo FHC, foram criadas as bolsas escola e alimentação, cujos valores eram pagos pela Caixa Econômica Federal e seus agentes, mediante um cartão magnético. O que o atual governo fez foi criar uma nova bolsa, a partir da soma das já existentes, e que foi denominada de Bolsa Família. Trata-se, como as que antecederam de uma transferência de renda, custeada com recursos do Tesouro Nacional. Informando que o Tesouro Nacional é o depositário dos tributos arrecadados de toda a população brasileira e de todas as empresas. Ah! até hoje existe nos Estados Unidos programa de transferência de renda para pessoas necessitadas, lá chamados de stamp food. São tíquetes semelhantes ao vale alimentação que as empresas brasileiras distribuem aos seus funcionários. Um sistema de bolsa de alimentos pagos mediante o saque do dinheiro em instituição financeira, dá mais liberdade do que a aceitação ou não dos tíquetes por estabelecimentos comerciais. Pode, se bem administrado, evitar corrupção e ágio nos alimentos de estabelecimentos credenciados, pela livre escolha onde comprar. Repetindo, não é invenção do atual governo, embora o marketing faça entender que sim. Afinal, quem costuma dizer o bordão: "Nunca antes neste país"... ***** ONU estuda criar Bolsa Família contra crise de alimentos O Programa Mundial de Alimentação da ONU estuda adotar programas inspirados no Bolsa Família como forma de garantir a ajuda às famílias que sofrem com a alta nos preços dos alimentos e ajudar a dar comida a cerca de 20 milhões de crianças pelo mundo. "O governo brasileiro conseguiu avançar na distribuição de alimentos e estamos em contato para ver como podemos usar o modelo em outras regiões do mundo", afirmou a diretora do Programa da ONU, Jannete Sheeren. Para ativistas como a Oxfam e outras entidades internacionais, dar alimentos não resolverá a crise e apenas adiará os problemas. A entidade gastará US$ 3,1 bilhões em 2008 para alimentar 73 milhões de pessoas, mas até agora não conseguiu completar seu orçamento. "Se conseguirmos atingir todas as crianças e por meio de bolsas em escolas, já teremos feito um trabalho importante", afirmou. Segundo ela, os técnicos do Programa estão estudando o modelo do Bolsa Família para ver como implementar em outras realidades, como na África, América Central e Ásia. A adoção do Bolsa Família é parte de uma tentativa da ONU de criar redes sociais para garantir a alimentação e renda de uma camada de pobres que até dois anos atrás simplesmente não existiam. Para o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, a realidade é que nem a alta nos preços dos produtos básicos (commodities) gerou maior renda aos pequenos agricultores nos países mais pobres para compensar a alta nos custos de se alimentar. "O preço do petróleo impediu qualquer ganho. Muitos não irão plantar a próxima safra porque não têm como comprar fertilizantes", afirmou Zoellick. Publicado pela Agência Estado, em 29 de abril de 2008 |
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