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Texto publicado em 07/05/2009* - 18:03, quinta-feira.por Décio Baptista Pizzato
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 3 anos!
A última virgem
Está existindo um mal estar geral nos investidores brasileiros. Há uma insegurança pairando no ar. Afinal o país está sólido como diz o presidente, a ponto de podermos conceder um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional - FMI? Ou estamos prestes a enfrentar uma borrasca em que muitos irão soçobrar?

O mal estar que sentimos está sendo causado pelas incertezas dos pequenos e outros maiores investidores em Caderneta de Poupança. Em abril, saldo entre saques e depósitos ficou negativo em R$ 751,4 milhões. Fez com que o patrimônio total da poupança ficasse em R$ 275,3 bilhões. Este saldo é superior ao mês de março, quando atingiu R$ 274,69 bilhões, mas em função dos rendimentos creditados no mas de R$1,562 bilhão.

Neste ano está havendo uma diminuição na arrecadação de tributos, seja pela diminuição das alíquotas do IPI para veículos e eletrodomésticos, seja pela diminuição do ritmo produtivo. O aumento na elevação da alíquota da CIDE-Combustíveis, não é suficiente para cobrir a queda na arrecadação que vem ocorrendo neste ano. Os olhos famintos da máquina de arrecadação estão se voltando para esta área que é totalmente isenta de tributos, os investimentos em Caderneta de Poupança. Afinal esta área representa um patrimônio de R$ 275 bilhões, até agora intocável. O mal estar generalizado, vem por parte dos vários balões de ensaios que o governo solta para ver qual o que consegue levantar vôo, não sendo abatido pelo clamor popular. Como investimento, por não ter ainda tributação, a caderneta de poupança é a última virgem a ser conquistada. Lamentavelmente.

Décio Pizzato

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