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Texto publicado em 14/02/2010* - 11:23, domingo.por Décio Baptista Pizzato
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Esperar para ver
Dois destinos turísticos ao final de 2009 e neste inicio de 2010 sofreram o fim da crise global. Estou falando de Dubai e da Grécia. O primeiro, um Emirado semi-autônomo integrante dos Emirados Unidos, destino turístico dos muito ricos e outro um país de ilhas que enchem os olhos de até dos não tão ricos que chegam lá.

A crise de Dubai representava dividas de US$ 59 bilhões da estatal Dubai World, numa exposição total do Emirado de US$ 80 bilhões. A estatal pediu prazo de seis meses para se recompor e pagar as suas dívidas. Os prazos acordados até agora foram cumpridos pela devedora. A crise cessou. Já a Grécia, integrante da União Européia (UE) apresenta um déficit público de 12,7% de seu PIB, o quádruplo do que é aceito pela UE. Já a sua dívida pública fechou o ano de 2009 em 113,4% do PIB, que representa um montante de 294,9 bilhões de Euros, cerca de 401,6 bilhões de dólares. A razão do temor foi o conjunto de transações financeiras gregas estruturadas de 9,7 bilhões de euros (14,3 bilhões de dólares), o que fez a Agencia Fitch colocar sob vigilância negativa. Mesmo que o país tenha obtido em 2009 empréstimos de mais de 60 bilhões de Euros. Um tos temores alardeados foi que o tratado de criação econômica da UE proíbe expressamente as instituições européias de financiar diretamente o endividamento de um membro da zona do Euro. Por outro lado, ajudas bilaterais dos Estados-membros não fazem parte dessa proibição. O mais provável a acontecer será a coordenação de quantias que cada país da UE deverá fornecer à Grécia. Afinal a Grécia não poderá entrar em "default", já que "default" não existe na zona do euro. De forma semelhante a dívida de Dubai foi coordenada e a crise serenada. A Grécia terá que fazer ajustes internos para fazer cair o seu déficit, o que é natural e com o passar do tempo os ajustes serão absorvidos. Já em relação ao mercado financeiro global um possível contaminação entre instituições faz com que esse temor seja muito bem alardeado. Ou seja, o temor faz com que os preços dos ativos financeiros caiam. Com preços baixos esses se tornam atrativos para os que sabem ver melhor em cada tumulto. Serão os que vão ter lucros mais altos neste ano de 2010, já que essa crise é curta, como foi a de Dubai. Basta esperar para ver.

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