| Texto publicado em 21/08/2010* - 00:00, sábado. | por Décio Baptista Pizzato | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 21 meses! |  Uma visão de 2014 Aconteceu nesta sexta-feira e nem era aquela do dia 13, mas que foi de mau agouro, lá isso foi. Houve queda de energia no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Embora os geradores tenham sido acionados, os passageiros não puderam fazer seus check-ins por cerca de três horas. Para ajudar com más notícias o IBGE divulgou os dados sobre o saneamento básico brasileiro. Ficando o Rio Grande do Sul com 15,1% de suas cidades com tratamento de esgotos, abaixo da média nacional de 28,5%. Bem distante dos 78,4% do Estado de São Paulo.
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 Pois é, não vou analisar se a queda de energia foi por sobrecarga ou falha no sistema da estatal gaúcha de energia CEEE. Até quem sabe, algum ato de sabotagem.Talvez, já houveram outros no país. Afinal, estamos em tempos eleitorais e para muita gente vale tudo para prejudicar os adversários. Por outro lado, vemos que o RS no que tange a tratamento de esgotos está abaixo da média nacional. Os números divulgados pelo IBGE se referem aos últimos oito anos. Nestes anos tivemos vários governos, desde o PT de Olívio Dutra, que mais tarde foi ministro das cidades do atual governo federal, o PMDB com Germano Rigotto e o atual do PSDB com Yeda Crusius. São estes três partidos que tem os principais candidatos ao governo do Estado. Quem criticar os dados hoje divulgados usando-os eleitoralmente vai cuspir para cima.
Estava em execução nos governos do PDT de Alceu Collares e principalmente do PMDB com Antonio Britto, um projeto de tratamento de esgoto da Região Metropolitana de Porto Alegre, chamado de Pró-Guaíba, que saiu da mídia no governo seguinte de Olívio Dutra. Ficou como a Conceição, aquela que subiu; ninguém sabe, ninguém viu.
Não importam as razões, da falta de energia hoje no Aeroporto Internacional Salgado Filho ou o pior, o baixo índice nos municípios gaúchos no tratamento de esgoto. Esse assunto não deve ser falado nas praias do litoral do RS, assustaria os veranistas, já que não existe tratamento de esgotos, é tudo fossa. Existe semelhança em outros locais do Estado.
Assim, o que vem à baila é se tem dinheiro para construir estádios, se é dado isenção de tributos para tal, por que não se investe em tratamento de esgoto? Trata-se de prevenção às doenças!
Investir em saúde e saneamento não é prioridade do governo federal, estadual e dos municipais! Taí o PAC que não me deixa mentir.
Para trazer os jogos para o Brasil e RS em 2014 vale tudo. Quem gosta de ver o caos espere por 2014 e terá um prato cheio. |  | |
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