O PAC-1 previu investimentos, entre 2007 e 2010, de R$ 40 bilhões em esgotamento sanitário, abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos e drenagem. Para o triênio 2011 a 2014, os recursos previstos no PAC-2 somam R$ 45 bilhões.
De acordo com o relatório apresentado pelo Instituto Trata Brasil, até dezembro de 2010, apenas 4% das obras do PAC 1 haviam sido terminadas. Em junho deste ano, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) abriu o período de inscrições para que as prefeituras apresentem projetos de saneamento básico para o PAC 2.
Não se pode entender como o governo, com 4% das obras do PAC 1 concluídas, e outras atrasadas ou ainda nem iniciadas, já estão abrindo inscrições para o PAC 2.
O acesso a água potável e ao saneamento básico são direitos fundamentais, que todos deviam ter acesso. Na Europa já era uma preocupação desde a época da primeira guerra mundial. E, infelizmente, aqui num país em desenvolvimento nos dias atuais ainda existem municípios de região metropolitana de Porto Alegre que apresentam menos de 5% de rede de esgoto implantada, e outras que não possuem nada.
Essa é a nossa triste realidade, onde mesmo Gramado, uma cidade tida como modelo apresenta menos de 20% de rede de esgoto tratado.
Sabemos que atingir um percentual maior da população é meta de qualquer governo, em qualquer esfera. Afinal, representa um indicador de qualidade ambiental e de qualidade de vida da população.
Estudos da FUNASA, apontam que para cada R$ 1,00 (um real) gasto na área de saneamento básico se deixa de gastar R$ 4,00 (quatro reais) na área da medicina curativa.
Só este dado já deveria servir de base para qualquer investimento. Mas além disso também é importante lembrar que uma criança de 0 a 4 anos morre a cada 96 minutos em nosso país por falta de saneamento básico, mais precisamente, por falta de esgoto sanitário (FUNASA-FSP, 16/jul/00).
Vamos cobrar de nossos governantes um respeito maior com a população. Investimentos na área de saneamento são fundamentais. |  | |