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Texto publicado em 08/02/2012* - 09:09, quarta-feira.por Grace Martins
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Queimadas em pauta novamente no Tribunal
Assunto controverso na área ambiental, as queimadas serão novamente debatidas.

Queimadas em pauta novamente no Tribunal
Semana passada, deu entrada no Tribunal de Justiça gaúcho (TJRS) uma ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade, que em liminar pede a suspensão dos efeitos da lei estadual que permitiu as queimadas, Lei 13.931, promulgada em 30 de janeiro deste ano.

Em síntese afirma que esta lei que alterou o Código Florestal do Rio Grande do Sul feriu a Constituição Estadual, que prevê o combate as queimadas.

O debate ocorre porque a nova lei das queimadas autorizou o direito do uso do fogo em pastagens nativas e exóticas, permitindo seu emprego para limpeza, remoção de touceiras, de palhadas e como quebra de dormência de sementes. Os ambientalistas entendem que com esta prática ocorre perda de biodiversidade, destruição do solo além de poder desencadear processos de erosões, e destruição de nascentes e banhados.

O procurador geral da justiça que propôs a ação ainda afirma que as queimadas colocam em risco a população, pois podem provocar acidentes e incêndios sem controle.

Outras leis neste mesmo sentido já foram consideradas inconstitucionais pelo nosso tribunal. É sabido que o órgão pleno do TJ-RS, já julgou, entre tantos outros, inconstitucional emenda à Constituição gaúcha que permitia, ante as peculiaridades locais, o emprego de fogo em práticas agropastoris e florestais (ADI 70005054010).

Atualmente não se justifica mais o uso de fogo, dada à existência de tecnologias mais limpas. Além de arcaico, o método causa inúmeros danos ao meio ambiente, poluindo o ar, o solo e a água, além de matar a fauna que muitas vezes não consegue escapar do local queimado.

A poluição do ar gerada pelas queimadas ainda vai de encontro aos protocolos internacionais que são firmados, e que o Brasil faz parte. Que pregam a diminuição de lançamentos de gases poluentes na atmosfera.

Mais uma vez nossos políticos retrocedendo a legislação ambiental, e uma demonstração medíocre de nosso governador que não vetou a lei. Neste que é um ano eleitoral, vamos analisar bem a proposta de todos os candidatos e prestar atenção se suas plataformas de governo preveem metas de sustentabilidade ambiental. Faça a sua parte, não desperdice o seu voto.

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