Endividamento dos gaúchos recua para 63,2% em janeiro, apura a Fecomércio-RS

Economiaenegocios Notícias 11 Fevereiro / 2019 Segunda-feira por Gramadosite

A Fecomércio-RS divulgou nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, os resultados de janeiro da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) para o Rio Grande do Sul . Segundo a entidade, o percentual de famílias endividadas foi de 63,2% em janeiro, registrando queda frente a dezembro (65,1%) e em relação a ao apurado em janeiro do ano passado (72,2%). Dados completos estão disponíveis clicando aqui.
A pesquisa mostra também que o percentual dos entrevistados que se considera muito endividado teve redução frente ao mesmo período do ano anterior, ficando em 6,9% contra 20,7% apurados em janeiro de 2018. A parcela da renda das famílias comprometida com dívidas, na média em 12 meses, não apresentou alteração em relação ao mês anterior, mantendo-se em 29,4%. O cartão de crédito segue sendo o principal causador de endividamento, segundo 90,5% dos endividados. Na sequência estão os carnês (12,7%), o crédito pessoal (10,0%) e o financiamento de carro (8,0%).

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou queda, fechando em 16,7% em janeiro, número menor se comparado ao do mesmo período de 2018 (46,2%). Para famílias com renda inferior a 10 salários mínimos, o percentual chegou a 16,8%, com uma importante redução em relação a janeiro do ano anterior, que registrava 50,8%. Entre os inadimplentes, o tempo médio de atraso passou de 53,1 dias em dezembro de 2018 para 61,9 dias no primeiro mês de 2019.

O percentual de famílias que não terá condições de pagar suas dívidas em atraso no horizonte de 30 dias, que mostra o grau da persistência da situação de inadimplência, registrou 5,8% no mês, nível inferior ao verificado no mesmo período do ano anterior (6,9%). Apesar do aumento em relação a dezembro (5,4%), o percentual se mantém abaixo do registrado em 2018. "O controle do endividamento e a inadimplência baixa é importante para a tomada de crédito pelas famílias, que movimenta o mercado e permite que o consumo cresça", aponta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

Categorias:   Notícias | Artigos | Economia e Negócios | Estilo | Cultura | Esportes