Palavrões, Frases e Citações

Nos meus tempos de colégio corria uma pergunta, qual a palavra mais comprida língua portuguesa? A resposta era inconstitucionalissimamente, que quer dizer, de modo completamente inconstitucional.

Mas surgiu uma outra palavra ainda maior, um palavrão, que é Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Um adjetivo relacionado com a doença que ataca os pulmões, causada pela inalação de cinzas vulcânicas.

O dicionário da língua portuguesa define que palavrão é uma palavra grande e de pronúncia difícil e por extensão expressão pomposa e empolada.

Mas, o dicionário também aponta que seu significado pode ser uma palavra usada em linguajar de baixo calão, impróprio, ofensivo, rude, chulo, obsceno, agressivo ou imoral.

Ocorre que um termo pode ser considerado palavrão por algumas pessoas e por outras, não, dependo da ocasião e a forma de sua expressão.

Nesse vídeo com som, agora famoso, sobre a reunião ministerial do dia 22 de abril que veio ser posto a público por decisão do ministro do STF, Celso de Mello, era esperada com a divulgação a subida ao cadafalso do presidente Jair Bolsonaro. O seu impeachment.

A divulgação seria como a bala do revolver calibre 32 Colt com que se suicidou Getulio Vargas. O presidente estaria acabado.

O que se ouviu e viu foram um a proliferação de palavras de baixo calão. Não próprias para uma reunião que o alto nível exige.

Agora o que resta para a mídia são as charges e filigranas jurídicas sobre nomeações e demissões.

Tanto que a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), que vinha fazendo críticas a Jair Bolsonaro, deu a entender que a divulgação do vídeo da reunião ministerial pode ser positiva para o atual governo.

Ela, como advogada, observou que não viu crime algum nas imagens que foram a público. "Eu não sei se eu estou vendo a fita que vinha sendo anunciada. Realmente não sei. A fita que eu estou vendo reelege o presidente", escreveu a deputada no Twitter.

A deputada estadual paulista foi a mais votada na história do Brasil, sua atuação levou a ex - presidente Dilma ao impeachment. Conhece muito bem como se conduz o afastamento de um presidente.

Todos sabem que o presidente Bolsonaro é tosco, chulo, grosseiro, se expressa mal, tem pavio curto, truculento nas respostas e atropela a liturgia do cargo. Seus 57 milhões de eleitores não o levaram para a presidência por ser um cavalheiro, mas o único que tinha possibilidade real de encerrar os 14 anos de corrupção desenfreada que estava sendo praticada no país. Era preciso dar um basta.

Ninguém exigiu dele perfeito conhecimento e pratica do livro Guia de Boas Maneiras, do jornalista Marcelino de Carvalho, um mestre de etiqueta nos anos de 1950, tendo seus livros permanecido clássicos nas décadas seguintes. Os eleitores queriam e ainda querem que a corrupção seja varrida do país.

Trabalho hercúleo, pois enfrenta o Judiciário e o Legislativo, dois poderes da República que apoiados pela mídia brasileira e internacional querem levar o Brasil a ser terra arrasada.

Joga-se a público que o presidente Bolsonaro afirmou várias vezes que a pandemia seria uma "gripezinha", com isto minimizando os riscos da pandemia à saúde pública. É um fato. Assim como ele tenta se travestir de epidemiologista e dizer que o medicamento Cloroquina seria a salvação.

Mas, os mesmos críticos fazem questão de esquecer que em outubro de 2008, o então na presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, vangloriava que "crise financeira é tsunami nos EUA e, se chegar ao Brasil, será 'marolinha' ". Deu no que deu.

Apenas em 2019 começou o país a sair do atoleiro em que foi enfiado pela incompetência dos governos petistas, a qual veio a se somar a brutal corrupção.

Sempre lembrando, hoje temos Estádios e não Hospitais, apenas um exemplo.

Para quem nunca aprendeu nada e chegou a se vangloriar de nunca ter lido um livro, o ex-presidente e também ex - presidiário, Lula, em entrevista ao vivo para a revista Carta Capital no dia 19 de maio, fez a seguinte afirmação: “Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”.

Ao citar apenas ao Estado ser capaz, pode ser traduzido como um elogio ao Estado Totalitário. Neste existe controle total sobre tudo. Regime caracterizados por extensa repressão política, ausência de democracia, culto de personalidade generalizado, controle absoluto da economia, censura, vigilância em massa e uso recorrente de terrorismo de Estado.

Com esse deslize, acabou demonstrando o que pensa realmente para o país e se sabe que bem tentou.

Mais tarde veio dizer que foi mal interpretado e pediu desculpas. A velha explicação.

Há um ditado que diz " Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida.". Lula perdeu a oportunidade de ficar calado e a palavra pronunciada será varrida para debaixo do tapete pela mídia amiga e que sempre lhe foi subserviente, graças ao grande apoio publicitário recebido.

Chegamos ao ponto. Quem faz mais mal ao Brasil?
Quem é tosco, chulo e grosseiro ou quem afirma dizendo que" ainda bem que a natureza criou este monstro chamado de coronavírus?

Neste momento em que o país está vivendo, surge outros personagens, o Judiciário e o Legislativo que trabalham pela ingovernabilidade permitindo que seja estendida a corrupção usando para tal o combate ao coronavírus, com isso levar o Brasil ao caos.

Vale lembrar uma frase e uma citação do grande jurista, advogado, político, diplomata e escritor, Ruy Barbosa:
"A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer."

E se segue com a famosa citação:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.“

São palavrões, frases e citações, mas temos com que pensar.