| | Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias |
O Percentual de famílias endividadas subiu para 73%, uma elevação de 6 p.p. na comparação com abril, sendo que 9% destas afirmam que até o final do mês não terão condições de honrar todos seus débitos, 2 p.p maior que no mês anterior.
Ainda, o percentual de famílias que têm mais de 50% da renda comprometida, que vinha decrescendo, saindo de 25% em fevereiro para 16% em abril, subiu para 19% no mês de maio, resultando em elevação no percentual das famílias que possuem maior risco de inadimplência.
Dos tipos de dívidas que as famílias possuem, destacamos a ocorrência de algo que já esperávamos há dois meses: redução do percentual de famílias com dívidas no cheque especial e refinanciamento do saldo restante através do crédito pessoal. Dessa forma, os débitos com cheque especial reduziram de 30,1% para 25% e os com crédito pessoal saltaram de 20,3% para 39,2%. Todavia, destacamos que nem todo o aumento da dívida com crédito pessoal pode ser explicado pela redução no uso do cheque especial, uma vez que as pessoas estão tirando crédito para consumir ou para pagar o rotativo do cartão de crédito.
Além dessas contas, temos a elevação das dívidas no cartão de crédito, que passaram de 65% em abril para 71% em maio, o que pode ser explicado pelos gastos com a Páscoa e com o Dia das Mães, além da redução do uso dos carnês de loja e dos cheques pré-datados, em 7 p.p. e 6 p.p. respectivamente.
De modo geral, essa situação não é alarmante, pois acreditamos que as famílias estão com alto nível de consumo e aproveitaram a Páscoa e o Dia das Mães para se endividarem mais um pouco, sem que isso represente mudança no comportamento global de inadimplência. Além dos níveis de inadimplência estarem baixos, temos, ainda, uma taxa baixa de juros ao consumidor, que possibilita a este se refinanciar a um custo menor que no passado. Ademais, o mercado de trabalho apresenta um quadro de aquecimento e salários crescentes, já foram criadas mais 87 mil vagas nesse ano no Estado, o que dificultará possíveis problemas de solvência das famílias. Por fim, o percentual de famílias que têm mais de 50% da renda comprometida ainda não é elevado, o que diminui as possibilidades de problemas vinculados à inadimplência.
Dessa forma, esperamos que a inadimplência não apresente significativa elevação, em virtude do crescimento da renda e das baixas taxas de juros, se compradas ao nosso passado. Ressaltamos, por fim, que devemos estar atentos para o processo de longo prazo de endividamento em linhas de crédito caras, como cheque especial e cartão de crédito, que gera um gasto elevado com juros e causa um rápido estrangulamento dos consumidores.
( com informações Assessoria de Comunicação Sistema Fecomércio-RS ) |  | |