| | Mudança começa com o uso consciente dos aparelhos eletrônicos |
Já faz algum tempo que o meio ambiente anda mandando repostas cruéis para tanto desperdício. Está mais do que na hora da população optar pelo uso racional da energia elétrica, como forma de prevenir a escassez e ajudar a salvar o planeta.
Consciencia e atitude
Para conscientizar os gaúchos dessa necessidade, a CEEE vem desenvolvendo programas de eficientização. O objetivo é alertar os consumidores para que adotem medidas práticas que ajudem a reduzir o consumo de energia elétrica, começando pelo uso mais consciente dos aparelhos no dia-a-dia. Praias do litoral Norte (Tramandaí, Capão da Canoa e Torres) e Sul (Cassino), além dos balneários de água doce, em Arambaré, Tapes, São Lourenço do Sul e Laranjal já estão sendo alvo de blitzes para distribuição de prospectos com dicas sobre o consumo e o valor da energia, em kWh, conforme o uso de cada aparelho eletroeletrônico.
Consumo recorde, preço também
A ameaça de problemas de abastecimento está provocando um recorde de preço da energia, que já chega a R$ 569,59 o megawatt (MW). É bom lembrar que, o custo da energia elétrica vem subindo de forma galopante desde 2004, quando o preço do MW ficava em torno de R$ 18,59. Outro fato que se deve considerar é que o crescimento da economia brasileira em 2009 estará condicionado ao nível dos índices pluviométricos entre dezembro de 2007 e abril de 2008, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, que concentram as grandes hidrelétricas.
Círculo vicioso
Segundo o presidente do Grupo CEEE, Delson Martini, 60% da energia de que o Brasil precisará no próximo ano vai depender de como se comportará o nível de chuvas. Vale lembrar que quanto maior o consumo, maior a agressão ao meio ambiente que, por conseqüência, apresenta maiores alterações climáticas que acabam influenciando também o nível das chuvas. É melhor não se enganar: o aumento na demanda de energia vai mudar o cenário mundial.
Desperdício
Estatísticas demostram uma mudança no comportamento das famílias gaúchas, que estão retornando aos hábitos de consumo anteriores as medidas de racionalização adotadas em 2001. Mas o que será que tem motivado essa mudança? Explica-se: Com a queda dos preços dos aparelhos de ar condicionado e dos eletroeletrônicos (em função da desvalorização do dólar), somado às facilidades do crédito e ao aumento do poder aquisitivo pelo crescimento de 7% da economia no Estado, esses equipamentos vêm estão sendo cada vez mais usados. Estudo elaborado pelo Procel - Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, aponta que o setor residencial brasileiro consome cerca de 7,5 milhões de megawatts por hora (MWh), mas poderia consumir 25% menos. Ou seja, a cada R$ 4 cobrados na conta, aproximadamente, R$ 1 é para cobrir o custo com o desperdício de energia elétrica.
Mudança
O Grupo CEEE possui uma área específica de eficientização de energia, que trabalha em projetos voltados a todos os segmentos de consumidores. O trabalho consiste na substituição de reatores, lâmpadas e luminárias mais eficientes, incluindo a troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas, além da troca de bombas e motores no caso das estações de bombeamento de água. Há, também, outras ações específicas aos consumidores de baixa renda e a área de conscientização sobre o uso do produto.
Simulador
No site da CEEE há um simulador de consumo onde o usuário pode verificar o gasto de cada aparelho, por dia e por mês, conforme a potência do eletrodoméstico e o tempo de uso. Faça algumas simulações e veja quanto você anda gastando com os equipamentos que mantém ligados. A partir desse resultado, estabeleça uma meta comprometendo-se a economizar, mudando seus hábitos. Ah, e não se esqueça, economize também na temporada de férias!
Com informações da CEEE |  | |