O Super-8 surgiu para aqueles vídeos amadores, os registros de nossas férias, os aniversários de família. O baixo custo em relação a outros formatos transformaram a bitola na preferida para filmes de estudantes e semi-profissionais nos anos 70 e 80. Mais tardar, nos anos 90, a popularização do vídeo praticamente extinguiu o uso do Super-8, e equipamentos foram sendo cada vez mais difíceis de se modernizarem.
Mesmo assim, o Super-8 ainda hoje é usado por profissionais em vídeo-clipes, comerciais de TV e seqüências especiais de projetos de cinema e televisão. Para o cineasta profissional, o Super-8 é mais uma ferramenta a ser usada em conjunto como outros formatos cinematográficos. Alguns procuram simular a imagem de antigos filmes domésticos, ou criar imagens estilizadas pela granulação.
Nos anos 1970, muitos festivais de cinema no mundo inteiro abriram seções específicas para filmes feitos em Super-8, sendo que algumas destas mostras permanecem até hoje. No Brasil, o Festival de Gramado mantém a sua mostra competitiva de Super-8, de onde surgiram pelo menos duas gerações de cineastas brasileiros.
A mostra tem entrada franca e é aberta ao público em geral. Abrange produções de todo território nacional, e serão aceitas
inscrições até 25 de julho, de filmes captados e finalizados na bitola, com até 20 minutos de duração, produzidos a partir de 2006. O festival concederá troféus aos vencedores nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Atriz, Melhor Ator e Diretor Estreante.
O júri será composto por três profissionais com atuação em diferentes áreas do cinema, sem nenhum vínculo com os organizadores e com os filmes inscritos na Mostra.
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