| 03/12/2008 06:31:02 | ||||||||
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Especial de Cinema / Entrevistas Exclusivas Festival de Cinema
Walachai A palavra em dialeto alemão “walachai” significa “lugar distante, onde o tempo parou”. “Numa tradução mais literal, seria lugar ermo, afastado de tudo”, explica a diretora. Esse é o nome da localidade que serviu de locação para o filme. Rejane revela que o projeto inicial era de fazer um média-metragem sobre o lugarejo. “No decorrer da pesquisa descobri um livro escrito à mão pelo agricultor e professor João Beno Wendling. Aí decidi mudar meu projeto para um curta, contando a história desse livro”, revela. Festival “Estou muito feliz por estar em Gramado, neste Festival tão importante. É o meu primeiro trabalho e ele está tendo uma repercussão muito boa aqui”, avalia a diretora. “Eu me emociono principalmente por estar trazendo uma história local, uma história que é um pouco minha, afinal eu nasci lá”, diz. Trazendo a comunidade O filme de Rejane Zilles foi exibido na quarta-feira, 15, no Palácio dos Festivais. A diretora trouxe alguns membros da comunidade de Walachai para o cinema em Gramado. “Foi pura emoção”, define. “A maioria daquelas pessoas nunca tinha entrado numa sala de cinema. Foi muito emocionante estar lá com eles, compartilhando a experiência de estar no cinema se vendo na tela”, destaca. História gaúcha, produção carioca Apesar de contar uma história gaúcha, O livro de Walachai é uma produção carioca – a única selecionada para a mostra competitiva de curtas em 35mm. Rejane tem uma produtora no Rio de Janeiro, onde mora há 15 anos. É por tudo isso que a diretora define este seu primeiro trabalho como “um curta com uma longa história”. História que, aliás, vai ser ampliada. “A partir daqui, quero retomar meu projeto inicial”, adianta Rejane. |
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