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Especial de Natal / Estórias de Natal
Texto publicado em 25/10/2007* - 09:49, quinta-feira. (670 acessos) por Redação GramadoSite
*Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 12 meses!
Uma história de Natal!!!
Num povoado perdido entre as montanhas vivia Dona Margarida, sempre na esperança de rever seu único filho, que há muito tempo não dava notícias. Quando chegava o Natal, seu coração batia mais forte, aflito feito passarinho com vontade de voar, então enfeitava a casa, preparava as iguarias que o filho gostava, sem esquecer da ambrosia, seu doce favorito.

Uma história de Natal!!!
Uma história de Natal!

E confabulava com seus botões: “Como pode se esquecer da mãe que encobria as suas traquinagens de criança para o pai não ficar zangado; que não media esforços para satisfazer-lhe os desejos. Mas ele era um bom menino, aprendeu o catecismo, fez a primeira comunhão, foi coroinha...

Depois cresceu, ficou cheio de idéias e partiu em busca dos seus sonhos, como tantos outros jovens, seduzidos pelos falsos brilhos da cidade grande. No início escrevia, vinha visitar-nos quando podia e dizia que estava estudando, pois queria ser alguém na vida, e lá havia mais oportunidades".

O tempo foi passando, as notícias rareando, o pai faleceu... Dona Margarida pensava: “Eu fiquei só com minha saudade, sobrevivendo das lembranças, dos tempos em que a vida me sorria.

Mas no seu coração de mãe persistia uma certeza, se ele lembrasse das alegrias dos tempos de criança voltaria pra casa. Estava ela ensimesmada, perdida em devaneios, quando ouve baterem na porta: “Quem será numa hora destas?”. Quando abriu a porta, seus olhos não podiam crer que fosse verdade, era ele, o seu menino!

Agora um homem cansado da vida, rosto sofrido, que retornava a casa de seus pais. Ela então abre os braços, alarga o sorriso num gesto de boas vindas, seus olhos se cobrem de pranto, lágrimas sentidas rolam pelas faces sulcadas, pois foram longos os anos de espera e solidão...

Ele se aninha no aconchego dos braços da mãe, e sente-se de novo uma criança. Nada mais o intimida, o que ficou no passado, as drogas, a juventude perdida, os falsos amigos que o abandonaram a própria sorte. Ele aprendeu que na vida tudo tem um preço.

Agora é tocar prá frente, vida nova! Estar de volta lhe parece bom demais, pois nos seus momentos de horror, nos seus delírios, isso lhe parecia uma coisa remota, inatingível. É tanta alegria, tanta paz, até duvida que tudo não passe de uma ilusão.

Quantas vezes imaginou esse momento, então lembrando dos tempos de coroinha, se ajoelha ante o presépio, eleva o pensamento ao alto e agradece. E comprende, se não fosse pelas preces de sua mãe ele jamais teria retornado ao lar dos seus afetos!
Feliz Natal!

PS:Texto enviado pela leitora Norma Figueredo

Mande sua Estória de Natal também! Escreva para: redacao@gramadosite.com
   
 Zana  (384 dias atrás)
Pois é Norma, seu texto está lindo e para quem divide os Natias contigo não é difícil entender de onde vem esta criatividade toda:
- são lembranças de uma Norma criança, sonhadora, que esperava o Papai Noel; e que depois transformou-se em Mamãe Noela e para fazer a festa anual para seus 10 filhos, cachorros, gatos e piriquitos.
A casa da Norma, para quem não a conhece, em época de Natal, é mais ou menos como a cena do nascimento de Jesus, tem filhos e netos para todos os lados; e agora, a partir do Natal deeste ano, estão chegando a mesa os tres primeiros bisnetos.
Tem gente de todo tipo, gordos, magros; altos e baixos; tudo gente boa, todos nasceram com cérebro e todos com cérebros pensantes, e nisso demos Graças a Deus:
- Né mãe, saimos igualzito aos pais!!!!

Beijos mãe, tua filha Suzana.


 Simone  (386 dias atrás)
Olá Mimi!!

Nossas estórias na vida também tem seus momentos tristes, mas com o passar do tempo vamos entendendo melhor os desígnios de Deus!!

Continue assim, nossa Super-Octogenária!!!

Abração!

Simone


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