E se o tempo é fugaz, o que direi da memória. Preciso de um esforço enorme, um esforço pós-humano para lembrar de 30, apenas 30, das 110 colunas que depositei neste espaço, que me dá uma liberdade quase que incondicional para exercer o que o cronista mais gosta: colocar as suas idéias ao julgamento dos leitores.
Neste período, já critiquei com intensidade a direção do Inter, que transformou o campeão mundial de 2006 em um time do praiano em 2007. Em meus textos, também não poupei análises ácidas em relação ao Grêmio, em geral, e a Mano Menezes, em particular. Nem sempre fui carrasco, no entanto. Elogiei colorados, gremistas e até a Seleção Brasileira. Fui elogiado e criticado pelos leitores, o que muito me orgulha. Se provoquei alguma sensação em alguém é porque fiz por merecer. E é ótimo merecer a crítica ou o elogio de quem me lê.
Também foram muitas as vezes que não falei de futebol. Abordei mazelas sociais, a família, os filhos (lembrei, agora, da crônica,
Procurando Nemo, acho que é a minha preferida entre as 111 colunas escritas) e a violência.
Essa flexibilidade em abordar temas tão diversos é um privilégio para qualquer cronista. Por isso, sou muito grato ao Francisco, a Jaqueline e a Adriana, não apenas pela oportunidade que eles me dão semanalmente de fazer parte de um time vencedor como é a equipe da
GramadoSite, nem pelo prazer enorme de ser lido por um público exigente como o da Serra. Mas, principalmente, pelo respeito que todos têm tido com o meu trabalho. Estou pronto para outras 110. Obrigado, gente.