Mais que isso. É deprimente ouvir o vice-presidente de futebol do clube, o homem responsável pelo vestiário colorado, dar entrevistas. Giovanni Luigi pode ser um ótimo administrador de empresas, mas, com todo o respeito, falta-lhe experiência não apenas para compreender um vestiário, mas para lidar com empresários de jogadores e dirigentes de outros clubes.
Só o acúmulo de incompetência pode fazer com que um time como o Inter não tenha conseguido fazer uma contratação decente este ano. Uma única! Os jogadores que vieram, pobres jogadores, não jogam de titular nem no nosso time lá da Praia do Rosa.
A atuação do atual presidente do Inter é simplesmente mórbida. Não há, nem de longe, qualquer semelhança com a força, a determinação e o conhecimento de Fernando Carvalho. O pior que poderia ter acontecido ao atual campeão da América e do mundo foi a saída de Fernando Carvalho. Experiente no futebol, conhecedor do mercado nacional e estrangeiro de jogadores e bom administrador, Carvalho deixou seu legado nas mãos de quem não sabe o que fazer com o cargo.
Leiam o que disse Luigi depois da derrota por 3 a 0 para os reservas do Fluminense, o maior vexame do Inter nos últimos 50 anos: “Há uma instabilidade emocional no grupo, vamos dar a volta por cima contra o Pachuca, quinta-feira, e decidir a Recopa diante da nossa torcida”. Este discurso frágil e sem qualquer conteúdo é o discurso do homem que manda no vestiário do Inter. Uma pobreza sem fim.
E o que dizer do técnico, então? Abel, o maior inventor do futebol brasileiro, já tem seu discípulo: Alexandre Gallo. Como não sabe o que fazer com os jogadores que tem, faz qualquer coisa. E quando fazemos qualquer coisa, assim meio que sem certeza do que estamos fazendo, o resultado só pode ser um vexame, um fiasco.
O saldo de Gallo no Inter é de encher os olhos de qualquer um: três jogos, três derrotas e o time na zona de rebaixamento do Brasileirão. É outro que deveria ter autocrítica e pedir o boné.
Em meio a tanta crítica, vou absolver os jogadores do Inter. Eles não têm culpa da incompetência de seus chefes Vitório Píffero, Giovanni Luigi e Alexandre Gallo. Há um desgoverno total em todas as áreas do clube. Não há nenhum jogador do elenco colorado que sabe que time entra em campo no jogo seguinte e muito menos qual será o esquema. E a torcida segue com o nariz de palhaço.
Grêmio
Este sim, vai bem. Vou dedicar minha coluna de quarta-feira para falar sobre o bom momento tricolor e do desafio contra o Santos, pela Libertadores.