| Texto publicado em 02/07/2009* - 14:37, quinta-feira. | por Ítalo Amorim | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 2 anos e 10 meses! |  A tristeza na vitória Ciclicamente, a história se faz. Os maiores vitoriosos da história precisaram, antes, frustarem-se para viverem um vida garbosa e cheia de fama. Enganam-se aqueles que acreditam que figuras conhecidas tiveram suas vidas plenas em realizações, total e unicamente envolta de sucessos.
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 A queda é necessária para o renascimento. Entende-se renascimento como uma volta. Triunfal acima de tudo. Einstein precisou mergulhar na depressão e na solidão para que seu nome fosse lembrado até hoje. Joana D'arc teve que ser considerada bruxa, precisou que seu corpo fosse consumido pelas labaredas do fogo para enfim se tornar uma das primeiras mulheres atuantes na história – que deva-se destacar em meio de homens. Para mim todas as mulheres são atuantes, mesmo que os machos insistam em as desmerecer.
A melancolia dos insucessos deve ser analisada como algo construtivo, pois, a partir deste estado, refletimos e buscamos as alternativas para o sucesso. Não quero ser aqui, um pregador da depressão mórbida, mas sim mostrar que as falhas são comuns e mais: são necessárias para se chegar a um estado vitorioso.
Músicos são um bom exemplo disso. Por mais que estejamos falando de um pagodinho faceiro com os amigos, as músicas possuem sentimento. Principalmente sentimentos como mal amor, insucesso, e outros sentimentos do gênero. Mesmo as músicas sem letra representam o estado emocional do criador. Veja Beethoven em suas melodias dramáticas.
O Internacional possivelmente se sentiu como um compositor cheio de angústias prontas para irem para o papel. Certamente a derrota abateu jogadores, torcedores e dirigentes. Mas é preciso cuidado neste momento, para que a fossa da desilusão causada por Ronaldo e companhia não venha a ser o fim do time colorado.
Sem sombra de dúvidas, caso o Inter ganhasse a Copa do Brasil, o ano do time vermelho acabaria. A faceirice seria tanta que seria impossível uma boa colocação no nacional. Ao contrário disso, o time deve reunir força, balançar o positivo e o negativo e ir em busca de um novo sucesso.
Em contrapartida, o Grêmio se vê em pior situação. Perdendo ou ganhando do Cruzeiro, classificando-se ou não, as pretenções do tricolor no Campeonato Brasileiro são mínimas. E isso se torna perigoso.
O azul gaúcho precisará se atirar à glória, pois faz muito tempo que vem amargurando angústias e melancolias. |  | |
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