Se estamos desatentos no volante, gol. Sim, gol, estou falando do volante do futebol, aquele carinha que fica na frente da zaga, protejendo-a. Esse cara é o cara mais importante no futebol moderno. Peça vital para qualquer time.
Antigamente se dizia que um time começava a ser construído pelos zagueiros, porém hoje é diferente: o alicerce é o volante. O problema é que, como acontece em algumas torcidas, quando o volante é técnico e tira a bola na criatividade, ralham-no. Dizem que é preciso um volante cão-de-guarda do tipo matador de contra-ataque. Quando isso ocorre, vaiam, chamam de caceteiro.
Logo no Grêmio, isso acontece. Imploram a presença de William Magrão. Fazem isso cegamente, pois o jogador estava em declínio técnico muito antes de sua lesão. Uma situação que causou essa falsa imagem do jogador, foi a sua atuação sob o comando de Roth. Naquela época o time jogava na base do 3-5-2 com Tcheco, Magrão e Rafael Carioca no meio. Explico: Carioca era o primeiro volante, não saía por mando do técnico. Tcheco e Magrão se alternavam no avanço ao ataque e isso concretizou uma ótima vantagem ao jogador.
Boto minha cara a tapa e digo que Ferdinando, por exemplo, encaixa-se muito melhor na postura tática gremista que o próprio Magrão. Se entrar como um titular incontestável agora, poderá ser tão ou mais rechaçado que Ferdinando, porque certamente não corresponderá.
Segundo este colunista, a melhor escalação do meio de campo seria Adílson, Rochemback, Maylson e Douglas. Com Rochemback e Maylson com liberdade de subir ao ataque, ainda que formem um trio de volantes. Mais fácil para imaginar é pensar nesses quatro jogadores formando um losango, próximo da tática usada pelo Internacional na época de Alex.
William Magrão falsamente traria uma sensação de segurança ao time do Grêmio e, por mais que Silas tenha suas convicções constestáveis, esta é uma em que ele acerta. |  | |