Mas sabia que a partida do Beira-Rio, na quarta-feira, estava intrinsecamente ligada à de quinta-feira, entre Grêmio e Cruzeiro, pelas semifinais da Libertadores da América, no Olímpico. Então, esperei. Não deu nem pra ninguém. É do jogo. Paciência. Bola pra frente.
Passados os dois grandes jogos em Porto Alegre, o saldo não é de todo ruim para o Inter. Perdeu um título que queria muito, mas ninguém vai dizer que perdeu para um timinho. O Corinthians tem boa equipe e o melhor treinador do país. Então, a vida do colorado segue como líder do Brasileirão. Nada mal. Agora, vai focar todas as suas energias neste campeonato por dois motivos: o clube quer um título nacional no ano do centenário e uma vaga à Libertadores do ano que vem.
Diferentemente da Copa do Brasil, o Brasileirão é mais generoso quanto à oferta de vagas à principal competição sul-americana. Os quatro primeiros garantem o acesso. Parece claro que o Inter é um forte candidato não apenas a ficar entre o quarteto, mas também ao título. Para isso, no entanto, é necessário que o clube mantenha a comissão técnica, os jogadores que estão no Beira-Rio e traga reforços. Especialmente para a ala direita e para a armação do time.
Tite também vai precisar colocar mais o dedo na equipe e mexer em jogadores intocáveis. Cito especialmente dois: Índio e Taison. Está na hora de dar um descanso ao zagueiro. É líder, tem força, é guerreiro, marca bem e faz gols, mas anda em má fase. O caso de Taison é diferente. É goleador, habilidoso, mas começa a se achar o melhor jogador do mundo. E o Bolaños já mostrou que tem futebol no corpo e não quer ficar na reserva. Um banco poderia fazer muito bem a Índio e Taison. E melhor ainda para o time. |  | |