| | O casal catarinense Valceni e Ângela Oliveira destaca o sabor diferenciado das geléias |
O casal Valceni e Ângela Oliveira saiu da cidade de Mafra (SC) para passar quatro dias na Serra Gaúcha. Pelo segundo ano consecutivo, visitaram a Festa Colonial. Sucos, geléias e doces são os produtos preferidos deles. “O que é feito pelos colonos tem sabor diferente”, descrevem. Mas não é apenas o paladar que os atraiu novamente ao município. Valceni e Ângela destacam o que há de melhor em Canela. “As pessoas são educadas e os vendedores preparados para atender o visitante. Estão sempre com um sorriso no rosto”, destacam.
A família Schwartz é porto-alegrense, mas já tem uma longa relação com Canela. Há oito anos, eles adquiriram uma casa na cidade. “A tranqüilidade e a ecologia faz com que venhamos com freqüência pra cá”, conta Joel Schwartz. O patriarca reuniu esposa e filha e foram visitar a festa, de onde saíram com vários produtos coloniais, entre eles cucas de coco e prestígio. “Estes sabores para mim são novidade, mas tenho certeza que vou gostar”, descreve Rita, esposa de Joel.
E é para atender esta grande demanda que Gilson de Moraes trabalha intensamente nos fornos, preparando os itens tão apreciados pelos visitantes. A sua equipe conta com mais sete pessoas e produz pão sovado, de aipim e milho, cucas recheadas e biscoitos. Em uma semana de festa, Moraes comercializou cerca de 1.200 unidades de pães e cucas. “As cucas de chocolate, prestígio e coco são bastante procuradas”, relata.
Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Melo, a expectativa é que o final de semana registre 18 mil visitantes, número que foi constatado também no primeiro final de semana do evento.
Público conhece candidatas em desfile
Durante a tarde de sábado, as candidatas a Rainha e Princesas da Festa Colonial do próximo ano foram apresentadas ao público através de um desfile oferecido pelas Lojas Paludo Moda e Estilo. Ágata Vanessa Santos da Silva, Alice Alves de Oliveira, Andriele dos Santos Leoni, Dione Franceska Pellenz Camargo, Jéssica Tainá dos Santos, Mariele Kazanoski e Sindi Priscila Macedo apresentaram a coleção de inverno da loja.
Também o DTG Pequenos Estancieiros, da Escola Sylvio Hoffmann, e o grupo de Danças Folclóricas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santos Dumont realizaram apresentações. A banda alemã Aloma animou a tarde com música típica.
Mais uma vez, o show “O Canto dos Fortes”, à noite, contou através de narrativas e músicas 24 horas na vida de homens e mulheres que movimentam a agricultura e pecuária do município.
Artesanato é fonte de renda extra
Que tal conhecer alguns carros antigos na própria Festa Colonial. E mais: por que não levar um deles para a casa? Não são modelos originais, mas miniaturas feitas em madeira pelo artesão João Ademir Lisboa da Silva. Há doze anos, o carpinteiro fez um curso de artesanato em madeira e transformou o talento em fonte de renda extra.
O trabalho em madeira e nó de pinho pode ser encontrado em artigos como carros antigos (como modelos de Fusca, Kombi e Galaxie), pássaros, colheres, petisqueira e até um veleiro, que levou uma semana para ser feito. “A petisqueira de nó de pinho é o item que mais vendo no evento”, conta.
Alunos comercializam produtos agrícolas
Preparar a terra, plantar, colher e fazer o produto faz parte da rotina estudantil dos alunos da Escola Estadual de Educação Básica Neusa Mari Pacheco. A disciplina de Agricultura faz parte do currículo escolar dos alunos a partir da 5ª série até o 3º ano do Ensino Médio. No entanto, a vivência com a natureza está integrada em outras disciplinas também nas aulas das turmas até a 4 ª série. “Os alunos são incentivados a formar uma consciência ecológica, a pensar em sustentabilidade e numa alimentação mais saudável”, conta a professora Márcia Wasem Bortot.
Durante a Festa Colonial, a escola comercializa os produtos feitos no centro agrícola do colégio: doce de figo e abóbora, geléias de laranja, chimia de goiaba e sucos feitos na hora de laranja e cana de açúcar podem ser encontrados no pavilhão do evento. O reaproveitamento dos produtos é incentivado. O vinagre vendido é feito do bagaço do suco de uva.
São também os próprios alunos que se revezam para atender o estande da escola. As estudantes do Ensino Médio Joice Franciele da Silva e Rita de Cássia dos Reis passaram parte do sábado atendendo os visitantes e vendendo os produtos. Elas reconhecem a importância deste aprendizado. “A agricultura é ensinada durante todas as etapas na escola e é uma coisa que nos levaremos para uma vida inteira”, enfatiza Joice.
Este ano, a novidade é o doce de chuchu, fabricado pela primeira vez pelos alunos. “O doce está sendo bem comercializado”, conta Rita.
O melhor da culinária e da gastronomia pode ser conferida diariamente na 17ª Festa Colonial de Canela, que segue até o dia 1º de agosto, ao lado do Centro de Feiras.
( com informações Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Canela ) |  | |