| Texto publicado em 23/03/2009* - 10:26, segunda-feira. | por Zago Consultoria Ambiental | | *Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO. Publicado há mais de 3 anos e 2 meses! |  Salve o Dia Internacional da Água! Acredite ou não, houve um tempo em que a terra era de graça. Sobrava espaço em um mundo com somente 300 milhões de pessoas. Plantava-se na capacidade do braço, não do terreno. O final desta história é conhecida. Hoje somos quase 7 bilhões e cada centímetro tem um dono, às vezes mais.
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 A mesma coisa aconteceu com a madeira, da qual já dependemos para tudo, construir casa, esquentar casa, fazer comida, tocar máquinas e fundir metais. Com o tempo a madeira foi acabando e vieram pegar aqui na América. O pau-brasil português é só parte da história. A madeira era o principal objetivo dos britânicos nos EUA.
Nossa geração está vivendo a mudança da água gratuita para água paga. A qualidade vital da água para todas espécies já está disseminada em nossa cultura, até mesmo em algumas religiões. Também sabemos da dificuldade de produzir água de qualidade em um ambiente mais e mais degradado. Mesmo assim não pagamos pela maior parte da água que consumimos.
- Como assim, se uma garrafinha de água custa dois reais ?
Ninguém paga pelo uso da água. Nem a Nestlé, que possui autorização para extração da mioria das minas, nem a SANEPAR ou a SABESP, que vendem a distribuição e tratamento, não a água em si e nem nenhuma indústria que utilize água em seus processos. Há poucas exceções, implementadas pelos recém criados comitês de bacia hidrográfica. Se você abrir um poço artesiano em São José do Rio Preto, por exemplo, irá colocar um hidrômetro e pagar pelo que consumir.
Neste dia Internacional da Água, experts do mundo inteiro se reúnem em Istambul para astar nosso dinheiro, além da pouca água que tem lá, e então voltar para seus países e bater no peito que são muito ambientalistas, estiveram em Istambul-2009!
Cada um de nós pode fazer muito mais neste dia da água do que turismo de eventos. Um tanque de 180 litros na calha de água da chuva pode acumular água suficiente para lavar carro, regar o jardim e lavar o quintal (cuidado com a dengue, no entanto !). Se com esta medida seu consumo de água cair abaixo dos 10m3, use então a mangueira da calçada para jogar fora o que faltar.
As "cartilhas" da SANEPAR dizem que não devemos usar água para varrer a calçada e que devemos escovar os dentes com a torneira fechada, mas as contas trazem uma mensagem oposta: Está escrito lá: Gastem o consumo mínimo de 10m3! Se você gastar menos que isto, não lhe cobraremos menos. Como a cartilha é muito menos poderosa que a conta, sugiro que obedeçam a última sob pena de ter seu nome protestado.
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Por Efraim Rodrigues, Ph.D. (efraim@efraim.com.br) é Doutor pela Universidade de Harvard, Professor Associado de Recursos Naturais da Universidade Estadual de Londrina, consultor do programa FODEPAL da FAO-ONU, autor dos livros Biologia da Conservação e Histórias Impublicáveis sobre trabalhos acadêmicos e seus autores. Nos fins de semana ajuda escolas do Vale do Paraíba-SP, Brasília-DF, Curitiba e Londrina-PR a transformar lixo de cozinha em adubo orgânico e a coletar água da chuva. |  | |
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