| | Luta de tecelãs por melhores condições de trabalho inspirou a criação do Dia Internacional da Mulher |
O Dia Internacional da Mulher está intimamente ligado aos movimentos feministas que buscavam mais dignidade para as mulheres, bem como igualdade de direitos para elas na sociedade. Em 8 de março de 1857, centenas de tecelãs nova-iorquinas fizeram greve para reivindicar melhores condições de trabalho – a jornada era de 12 horas diárias e elas conviviam com o assédio dos patrões. A repressão foi violenta, ao ponto de as operárias terem sido trancadas dentro da fábrica pelos donos da empresa que, junto com os policiais, atearam fogo ao local, matando todas carbonizadas.
Ainda hoje, há mulheres que tomam a frente de lutas por melhores condições de vida e de direitos. As duas mulheres entrevistadas pela GramadoSite.com neste dia exemplificam esse trabalho. Ângela Lederhós, 44 anos, é investigadora de polícia e atende aos registros de delitos contra a mulher, no posto da delegacia feminina em Canela. Iracema Pazetto, 55 anos, é presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Gramado.
Uma defende os Direitos da Mulher, sob o ponto de vista de protegê-las de abusos, violência e outras práticas que atentam à dignidade e integridade física feminina. Outra se empenha em conceder condições dignas de tratamentos de saúde para mulheres afetadas pelo câncer e outras doenças.
Em comum, elas têm a fibra das mulheres de séculos atrás, capazes de dedicar sua vida para construir uma sociedade mais justa. São mulheres que lutam por outras mulheres e se realizam em sua condição feminina por fazerem o que fazem de maneira apaixonada.
Confira seguir as entrevistas:
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