 Ângela Lederhós: "se tivesse que escolher uma profissão, seria a minha" |  |
 |  |
 |  |
|  |
Em entrevista à
GramadoSite.com, Ângela se diz apaixonada pelo que faz. “A minha realização é uma conquista diária, se eu tivesse que escolher uma profissão, escolheria a minha”, resume. Há 19 anos na função policial, dois no Posto para a Mulher, ela afirma que sempre esteve empenhada na luta pelo fim da violência contra a mulher.
Principais queixas
Nesses dois anos de funcionamento, as principais queixas registradas no posto da delegacia feminina em Canela são de lesão corporal e ameaça. “Por ser mãe e mulher, tem fatos que me abalam emocionalmente”, revela Ângela. Segundo ela, um grande desafio que o Posto enfrenta é a falta de recursos e de material humano, o que propiciaria um trabalho mais elaborado em prol da comunidade feminina.
Lei Maria da Penha
Maria da Penha Maia foi uma mulher que enfrentou anos de violência doméstica. Seu nome serviu para alcunhar a Lei 11.340/06, que ampara o trabalho das delegacias femininas. A Lei Maria da Penha entrou em vigor no mês de outubro de 2006 e cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. “Mesmo com a Lei Maria da Penha os índices de violência contra a mulher não baixaram”, avalia a investigadora.
Paixão pelo que faz
“Trabalhamos com empenho para aliviar a dor psicológica da mulher vítima de violência que chega até nós”, comenta Ângela Lederhós. Apesar dos fatos que mexem com o próprio emocional, a investigadora garante que o seu trabalho lhe gratifica. “Tudo é gratificante no trabalho que realizo, até mesmo ser acordada numa madrugada fria e sair de pijama para atender a alguém que esteja em situação de risco”, exemplifica. “Sempre amei o que faço”, conclui.
A todas as mulheres, um feliz dia!