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Empresas não morrem de hemorragia
Dr. Paulo Ricardo Mubarack
por Dr. Paulo Ricardo Mubarack
Texto publicado hoje - 14:13, quarta-feira.
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Empresas não morrem de hemorragia
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Empresas morrem sangrando lentamente.
Uma gota de sangue por hora e as forças vão se exaurindo aos poucos. Como o processo é demorado, as pessoas “acostumam-se com a paisagem” e tudo parece normal, mas a empresa está minguando. Um ano depois do início do sangramento pouco intenso, a organização já não tem forças para fazer certos investimentos que fazia no passado, mas ninguém enxerga. Culpa-se a crise financeira, o governo, o concorrente ou encontra-se qualquer outra desculpa esfarrapada. Mas empresa continua doente. Empresas não morrem de hemorragia. Quando esta acontece, a correria é imediata e, incrivelmente, os prejuízos são menores. O problema é a gotinha de sangue perdida a cada hora. Passa desapercebida e vai matar a organização. Exemplos de gotinhas de sangue? A lista é imensa. Veja alguns casos:

1. O cliente que reclama e não recebe qualquer atenção.
2. O produto devolvido.
3. O funcionário demitido (todo o investimento feito nele vai para o ralo).
4. A venda perdida (invisível para muitas empresas).
5. A análise de crédito mal feita e que mata uma venda.
6. A inadimplência que poderia ser evitada.
7. A tolerância com fornecedores ruins.
8. A arrogância de diretores que fingem não ouvir os problemas reportados por suas equipes.
9. A falta de franqueza em uma reunião.
10. A política em excesso nos níveis superiores da hierarquia.
11. Pessoas ociosas.
12. Todo tipo de retrabalho.
13. Erros repetitivos – sempre o mesmo erro.
14. O representante comercial que fala mal da própria empresa para o cliente.
15. O desperdício de materiais e de energias.

Sua empresa provavelmente perde um pouco de sangue todo dia. O nível da perda é conhecido e controlado? O sangue é reposto conscientemente? Há esforços claros e organizados para reduzir a sangria?
Um empresário me disse: “...podemos até perder sangue, mas estamos crescendo”. Perguntei como o crescimento da empresa dele comparava-se ao crescimento de seus concorrentes e do segmento onde ele atua. Era menor. Quando se cresce menos do que os outros, estamos reduzindo nosso tamanho. Crescer é crescer mais do que os outros. Senão, não é crescimento.
Empresas não morrem de hemorragia. Morrem à míngua.

   
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