Olhando a Revista Fitness Business, um dos periódicos dos quais faço uso para manter-me atualizado, deparei-me com uma reportagem extremamente interessante e que me fez relembrar alguns questionamentos.
Em sua edição do bimestre setembro e outubro deste ano, a Fitness Business trouxe uma reportagem cujo título é: “Exercícios podem fazer tão bem quanto a quimioterapia”. A reportagem refere-se a um estudo feito por médicos norte-americanos, no qual eles afirmam que “praticar exercícios após um diagnóstico de câncer pode ser tão eficaz quanto a quimioterapia para ajudar as pessoas a sobreviverem”.
Segundo os especialistas que realizaram esta pesquisa “exercícios regulares podem mais do que duplicar as chances das pessoas vencerem doenças tais como câncer intestinal. Este fato soma-se a estudos anteriores que demonstraram que a atividade física poderia ajudar a elevar as perspectivas de recuperação entre mulheres com câncer de mama”.
Pesquisadores de Melbourne, segundo a reportagem, “acreditam que os exercícios diminuíam o avanço do câncer através da ativação de uma proteína do corpo que destruía células cancerígenas prejudiciais que poderiam multiplicar-se fora de controle”.
E ainda que “pacientes prematuros e avançados de câncer intestinal que fizeram exercícios regulares durante 6 a 12 meses após o final do tratamento tiveram maiores chances de sobrevivência”.
Conflito estas informações com outro dado bastante relevante, o qual é, que no Brasil menos de 2% da população pratica atualmente exercício físico regular e orientado em academias. Por trabalhar com exercício físico e saber dos seus inúmeros benefícios, seja físico, psicológico, motivacional, social, etc, considero inconcebível e inacreditável que as pessoas ainda não se conscientizaram da importância da prática da atividade física regular, não apenas para fins estéticos, o que também é importante, pois eleva a auto-estima, mas, para os outros benefícios citados anteriormente.
Ainda mais que a mídia cada vez mais vem informando a importância de se ter um estilo de vida ativo, ajudando-nos nesse trabalho de conscientização da população, como por exemplo o programa Globo Repórter, que constantemente traz reportagens muito interessantes a este respeito.
As principais “desculpas” que escuto das pessoas por não praticarem exercícios físicos são: falta de tempo e falta de dinheiro. Com relação à primeira, é realmente uma má desculpa, pois conheço pessoas que trabalham várias horas por dia, têm vários compromissos e mesmo assim organizam-se (e aí está o segredo) e conseguem colocar na sua agenda tempo para cuidar da sua saúde.
A segunda, é mesmo um problema que atualmente todos enfrentamos, mas na minha opinião é uma questão de valores, ou seja, talvez repensando a forma como você investe seus recursos financeiros consiga fazer sobrar o suficiente para investir em seu benefício próprio, os quais, pelo que vimos antes, não são poucos; e para quem sabe o quanto custa uma sessão de quimioterapia (e os efeitos colaterais) ou valor de uma plano de saúde com direito a suíte 5 estrelas, o qual se paga torcendo para nunca usar, com certeza vai conseguir achar uma forma de mudar esta perspectiva, especialmente após experimentar o gostinho e perceber como é bom exercitar-se.
Espero não ter sido muito assustador ou até mesmo sarcástico, mas este é um tema que sempre quis escrever e agora tive a oportunidade.
Desejo a todos um excelente ano de 2007 e com certeza ele será, pois depende apenas de nós mesmos e aproveite este novo ano como uma oportunidade para mudar, e/ou melhorar seu estilo de vida tornando-a mais saudável e feliz.
Rodrigo Kilpp
Educador Físico
CREF 6386-G/RS
Referência Bibliográfica:
Fitness Business Latin America. Setembro/Outubro 2006, nº 27. |  | |