Colônia: sua importância conceitual
A assimilação dessa expressão pelo atual homem rural está intimamente ligada a questões do período pré-independência, quando a colônia (Brasil) estava ligada à metrópole (Portugal) por questões políticas e econômicas.
| por Redação GramadoSite |
| Família Perini - imigrantes italianos vindos por volta de 1880 ao Brasil |
Com a proclamação da Independência do Brasil, os laços com a metrópole estavam definitivamente rompidos. Neste momento rompem-se também a sujeição com Portugal no que diz respeito à economia e a política.
Entretanto, a criação de colônias era prerrogativa do imperador. Tal exclusividade encontrou ressonância no parlamento, fato que contribuiu para a abertura de sete colônias oficiais, isso entre 1822 a 1830.
Esta política, por questões orçamentárias, não durou por muito tempo. Em 1834 foi concedido às Assembléias Legislativas Provinciais o direito do estabelecimento de colônias, permanecendo, entretanto, as ordens do imperador.
A criação de colônias teve dois propósitos principais entre outros: o primeiro estava ligado a um novo modelo agrícola, visto que a produção colonial estava destinada a suprir às necessidades básicas internas, restando proibida a exportação, eis que o mercado externo era suprido com a produção do latifúndio, sustentado pela mão-de-obra escrava. O segundo foi o de definir as bases do povoamento da Província de São Pedro, a qual estava entregue nas mãos do mais forte.
Essa transmutação econômica paulatinamente modificou o restante da sociedade, pois o modo de produção colonial diferenciava-se do restante do Brasil; trabalho livre e propriedade privada eram características dos espaços coloniais, em especial a partir da introdução de imigrantes provenientes da Alemanha e posteriormente da Itália, os quais mantiveram com os lusitanos em especial com os açorianos, um relacionamento de ensino-aprendizagem.
A fixação do imigrante nas terras de Gramado, as terras em que se localiza o município de Gramado, apesar de se encontrar na região Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul onde prevaleceu a fixação de imigrantes provenientes do solo italiano, também recebeu no último quartel do século XIX um grande contingente de Alemães.
Consta da historiografia local que no ano de 1875 o casal Tristão José Francisco de Oliveira subiu a serra abrindo picadas e construindo um rancho de tábuas. Segundo a mesma fonte, em 1880 os agrimensores José Rath e Henrique Wasen mapeiam a região atendendo ao pedido de José Manoel Correa. Esse pequeno grupo étnico, segundo se infere, foi responsável pela primeira concentração humana nas terras de Gramado.
Em 1904, Gramado passa à condição de 5º Distrito de Taquara, com sede na Linha Nova, a qual é transferida em 1913, para o atual centro urbano. Em 1938, Gramado é elevado à Vila.
Dezesseis anos mais tarde, em 15 de dezembro de 1954, através da Lei Estadual nº 2.522, o próspero e articulado vilarejo torna-se município. Apesar de toda a cronologia política do município de Gramado estar dentro da legislação republicana, e apesar da erradicação dos pressupostos teóricos sobre o modelo de desenvolvimento ditado no passado, o status de "colônia" e de "colono", para o homem rural permanece íntegro, e é parte integrante
do seu cotidiano.
Desde a fixação dos contornos geofísico delimitador do centro urbano e da zona rural percebe-se uma harmonia entre essas duas categorias, onde o sentimento de união, respeito e admiração recíprocos foi o ingrediente responsável pela projeção do município de Gramado no
cenário turístico nacional e internacional.
FOTOS:Foto 1
Família Perini (da esquerda para a direita, de pé): Beneamina, Antônio, Francisco, João, José e Terezinha. (sentados): Ermínia, Marieta, Domênica, Giuseppe e Benjamina.
Foto 2
Família Bordin (da esquerda para a direita, de pé): Adelina Bordin Grinn, Angélica Bordin Peteffi, Jacomina Bordin Broilo, Pedro Bordin, Teresa Bordin Brock, Rosina Bordin Bertolucci, Amélia Bordin Stanguerlin. (sentados): Ermelinda Bordin Ruschell, Francisco Perini, Angelina Bordin Perini e Dante Bordin.
PS: Crônica enviada pelo colunista da Gramadosite e diretor do Arquivo Histórico Municipal, Gilnei Casagrande.
www.gramadosite.com/gilnei
Entretanto, a criação de colônias era prerrogativa do imperador. Tal exclusividade encontrou ressonância no parlamento, fato que contribuiu para a abertura de sete colônias oficiais, isso entre 1822 a 1830.
Esta política, por questões orçamentárias, não durou por muito tempo. Em 1834 foi concedido às Assembléias Legislativas Provinciais o direito do estabelecimento de colônias, permanecendo, entretanto, as ordens do imperador.
A criação de colônias teve dois propósitos principais entre outros: o primeiro estava ligado a um novo modelo agrícola, visto que a produção colonial estava destinada a suprir às necessidades básicas internas, restando proibida a exportação, eis que o mercado externo era suprido com a produção do latifúndio, sustentado pela mão-de-obra escrava. O segundo foi o de definir as bases do povoamento da Província de São Pedro, a qual estava entregue nas mãos do mais forte.
Essa transmutação econômica paulatinamente modificou o restante da sociedade, pois o modo de produção colonial diferenciava-se do restante do Brasil; trabalho livre e propriedade privada eram características dos espaços coloniais, em especial a partir da introdução de imigrantes provenientes da Alemanha e posteriormente da Itália, os quais mantiveram com os lusitanos em especial com os açorianos, um relacionamento de ensino-aprendizagem.
A fixação do imigrante nas terras de Gramado, as terras em que se localiza o município de Gramado, apesar de se encontrar na região Nordeste do Estado do Rio Grande do Sul onde prevaleceu a fixação de imigrantes provenientes do solo italiano, também recebeu no último quartel do século XIX um grande contingente de Alemães.
Consta da historiografia local que no ano de 1875 o casal Tristão José Francisco de Oliveira subiu a serra abrindo picadas e construindo um rancho de tábuas. Segundo a mesma fonte, em 1880 os agrimensores José Rath e Henrique Wasen mapeiam a região atendendo ao pedido de José Manoel Correa. Esse pequeno grupo étnico, segundo se infere, foi responsável pela primeira concentração humana nas terras de Gramado.
Em 1904, Gramado passa à condição de 5º Distrito de Taquara, com sede na Linha Nova, a qual é transferida em 1913, para o atual centro urbano. Em 1938, Gramado é elevado à Vila.
Dezesseis anos mais tarde, em 15 de dezembro de 1954, através da Lei Estadual nº 2.522, o próspero e articulado vilarejo torna-se município. Apesar de toda a cronologia política do município de Gramado estar dentro da legislação republicana, e apesar da erradicação dos pressupostos teóricos sobre o modelo de desenvolvimento ditado no passado, o status de "colônia" e de "colono", para o homem rural permanece íntegro, e é parte integrante
do seu cotidiano.
Desde a fixação dos contornos geofísico delimitador do centro urbano e da zona rural percebe-se uma harmonia entre essas duas categorias, onde o sentimento de união, respeito e admiração recíprocos foi o ingrediente responsável pela projeção do município de Gramado no
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FOTOS:Foto 1
Família Perini (da esquerda para a direita, de pé): Beneamina, Antônio, Francisco, João, José e Terezinha. (sentados): Ermínia, Marieta, Domênica, Giuseppe e Benjamina.
Foto 2
Família Bordin (da esquerda para a direita, de pé): Adelina Bordin Grinn, Angélica Bordin Peteffi, Jacomina Bordin Broilo, Pedro Bordin, Teresa Bordin Brock, Rosina Bordin Bertolucci, Amélia Bordin Stanguerlin. (sentados): Ermelinda Bordin Ruschell, Francisco Perini, Angelina Bordin Perini e Dante Bordin.
PS: Crônica enviada pelo colunista da Gramadosite e diretor do Arquivo Histórico Municipal, Gilnei Casagrande.
www.gramadosite.com/gilnei
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