 Pães e cucas fresquinhos já estão saindo dos fornos da Festa da Colônia |  |
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Nos próximos dias o centro de Gramado não será o mesmo: o ritmo da bandinha típica alemã e as canções italianas interpretadas pelos corais vão dar um novo som ao ambiente, complementado com o misto de cheiros que vêm das cozinhas, fornos de barro e da
Bier Platz. Se não é a cuca quentinha saindo do forno é o
bolinho de batata recém feito. Tudo regado a chope, vinho e
spritzbier (a cerveja caseira), só produtos característicos do cotidiano de quem vive no interior da cidade e preserva os costumes dos imigrantes italianos, alemães e portugueses.
Fartura
Os primeiros clientes de Edson Vargas, um dos prestativos atendentes do
Kaffee Haus, foram Adilson José e Dalcy Xavier. Aposentado, o casal divide o tempo entre Belo Horizonte/MG e Guarapari/ES, e aproveita para viajar quando possível. “Viemos a Gramado sem saber dessa festa, um rapaz no hotel que nos informou”, revela Dalcy. Eles disseram que os quitutes servidos no café até lhes são familiares. “Mas é comida demais!”, diz Adilson. A dieta não costuma mesmo ser muito amiga da colônia, onde mesa farta é sempre palavra de ordem. O mini-café da colônia que o casal estava saboreando enquanto conversava com a
GramadoSite.com contempla pães, cucas, biscoitos, geléias, queijo, salame, salsicha bock e kerschimier à vontade, por R$ 12,00.
Da colônia
Uma das senhoras da comunidade da Linha Araripe, comunidade encarregada de preparar o cardápio, faz questão de enfatizar que o Kaffe Haus é o café “da colônia”, diferente do colonial, encontrado em restaurantes. “Aqui servimos o que oferecemos em casa, quando reunimos os vizinhos e a família para o café da tarde”, comenta Marlise. Ela foi uma das criadoras do café, há quatro anos. “Faltava um espaço para a família, com uma comida quentinha, num ambiente mais calmo e aconchegante”, justifica. Reunindo produtos feitos na própria comunidade e de comunidades vizinhas, o café gera renda extra para os trabalhadores rurais durante a festa. O lucro final será investido na construção de uma capela mortuária na Linha Araripe.
Caseiro
Um fogão à lenha e retratos pelas paredes, além de mesas bem decoradas, sempre com flores e toalhas coloridas dão o tom de aconchego ao café, que está mesmo um pouco mais distante da bandinha e do burburinho da festa. Cheio de disposição, Edson e os outros atendentes estão sempre atentos às mesas para não deixar faltar nada. “Há quatro anos que eu venho trabalhar aqui e a cada ano o espaço está crescendo, a expectativa para esta festa é a melhor possível”, diz Edson. O Kaffe Haus tem capacidade para atender 74 pessoas.
Tudo é festa!
Culinária, dança, música, artesanato, flores, produtos coloniais diversos. Tudo é festa para os colonos na
Praça das Comunicações, até o dia 21. Eles esperam o visitante com toda a alegria e disposição. Não é raro passar por uma tenda e o simpático morador do interior oferecer um copo de vinho para provar. Esta festa é para isso mesmo, para o colono mostrar seu valor. A
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