 Ferreiros fazem demonstração na Festa da Colônia |  |
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Produzir facas, ferramentas e utensílios agrícolas de maneira artesanal era comum há séculos atrás. Os imigrantes europeus que se instalaram no interior de Gramado ensinaram aos seus descendentes as técnicas da cutelaria. Na localidade de Serra Grande, Maciel Weber Burtett, 29 anos, é um dos cuteleiros que mantém presentes os ensinamentos que recebeu dos antepassados. A família Burtett estima em mais de um século a existência do seu ateliê na Serra Grande.
Demonstração na praça
De sexta-feira a domingo, quem passa pela Festa da Colônia pode conferir como se prepara uma ferradura a marteladas ou como se modela
facas artesanais na chama da forja. O estande da Ferramentas Serra Grande desperta a atenção do público, que logo se aglomera disputando espaço para ver mais de perto como o metal incandescente retirado da forja vai ganhando formas com as marteladas precisas do habilidoso ferreiro. Em 20 minutos uma nova ferradura é exibida no balcão, pronta para ser vendida. Um par de ferraduras feitas na hora pode ser adquirido por R$ 10,00, já o preço das facas, que recebem um acabamento posterior, varia entre R$ 25,00 e R$ 150,00.
Peças raras
No atelier dos Burtett, na Serra Grande, Maciel preserva a técnica de Damasco na fabricação de facas nobres. A faca de Damasco é um objeto raro, além de Maciel, somente outros três cuteleiros no Brasil produzem esse tipo de lâmina. São nove camadas de materiais para forjar e o aço demora cerca de uma semana para ser temperado com perfeição. É um trabalho estritamente artesanal, com controle de qualidade manual e unitário. Nenhuma faca é igual à outra, cada produto é exclusivo. A
GramadoSite.com já visitou a ferraria da Serra Grande.
Confira aqui cada etapa do processo.