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A pesca me levou, por um caminho sem volta, até a biologia. Nada mais natural. E a biologia me fez pescar melhor. Deu-me uma base fantástica para compreender o que acontece lá dentro da água. A pescaria técnica. Científica. O conhecimento como o melhor equipamento para pegar um peixe. Pensando bem, a pesca me levou por muitos caminhos sem volta. Há alguns anos, transformei a pesca esportiva na minha profissão: a Loja de Pesca, que me permite um contato diário com os pescadores e com os peixes.
Entre outras atividades haliêuticas, ministro cursos de flyfishing e de lançamento, mensalmente, promovo o “pesque e solte” ardorosamente, organizo expedições de pesca, participo do Campeonato Gaúcho de Pesca com Iscas Artificiais juntamente com a equipe que montamos na região, e, atualmente, faço parte do quadro diretivo da Associação Gaúcha de Pesca com Iscas Artificiais – AGAPIA. E pesco.
Já pesquei em muitos destinos dos meus sonhos, em aventuras extremas, longas viagens, muitas vezes. Em barracas, na beira da fogueira, olhando as estrelas, vi o céu mudar completamente do extremo do hemisfério norte, ao extremo do hemisfério sul. Cenários incríveis. Lendas inacreditáveis. Lugares mágicos. Pessoas exóticas. Situações dramáticas. E os peixes foram a melhor desculpa para visitar todos estes locais. Pegar, ou não, o peixe e de noite, atiçando as brasas, lembrar histórias de pescarias. Ser uma pequena platéia, sob o frio, o vento, o sol, a chuva, a neve, a neblina e a seca, em momentos de atavismo puro. Sentimento de liberdade e comunhão com o ambiente e os elementos do nosso planeta. Estas coisas formam meu conceito de uma boa pescaria. Levamos para casa essa sensação empacotada na memória, algumas fotos, e o lixo, pois há muita ludicidade em pescar, mas há muita realidade: é uma boa oportunidade para fazer algo pelo planeta.
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