Artigos e Notícias

  • Destino

    17 Novembro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Destino

    Na curvatura da vida O vento acena as folhas Levadas pelo canto alado O timbre da voz humana Ergue o silêncio da paz Na altura do sonho etéreo Voam os poetas Onde o por do sol é visto No último andar Da cidade vertical As ondas crespas dos mares Conduzem sonhos à vela O sal nos sustenta Como tempero salino da vida E tal como o vento Com asas de águias Traçamos o mapa de vida Andarilhos como [...]

  • Longa

    19 Outubro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Longa

    Longa é a tarde O dia que não passa A esperança que não se enlaça Nem de sol e nem de lua Descortinando ilusões Como pipas ao leu A vida nua Sem vestes e crua Apenas despida Ausências não lidas Sentimentos que vão E que vem Em dança circular do ar São os uivos de outubro São tempos de muda voz Restam caminhos Lírios não vistos E o azul de cada olhar A descobrir...

  • Canto Peregrino

    29 Setembro / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Canto Peregrino

    Universal é o canto Espinha dorsal da esperança Unificada na voz poética No pranto de muitas mães Sem leite e nem mel O amor pelos filhos Adoçando as perdas Em olhar maternal Canto de todas as vozes Silêncios aflitos Pluralizam cansaços Dores sem raça e nem credo Olhares de socorro Somos reféns das circunstâncias E sem lugares ao sol Andemos ao abrigo da lua.

  • Olhares do tempo

    21 Agosto / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Olhares do tempo

    Olho... Nos olhos despidos do tempo Sob o manto das saudades E da visão sombria Dias nebulosos Neblinas constantes Eternizam momentos Que não findam E permanecem como lembranças Como vértice dos sonhos Sob os cílios da poesia Repousando na hibernação Sob o signo do vento Olhares múltiplos Que se fundem em horas Multiplicadas em estações Nas mãos: a poesia Nos olhos: o sol Restam ombros [...]

  • Lírios

    12 Junho / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Lírios

    Lírios ao vento Vestidos de sol Balançam os sonhos Orquestrados em nós Como oferta da flor Presente da terra Dos homens às belas De Deus aos poetas Um verso gentil Lirio no olhar Na leitura dos sonhos Viceja no ar Um pedaço de flor Florindo caminhos Abrindo silêncios Maquiando a vida Com gosto de mel São os lirios do campo Falados por Cristo Olhemos...

  • Tristeza

    12 Junho / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    Tristeza

    Poesia é confessionário Calvário de perdas E das fendas da alma A vida nos dá a penitência Sem choro e nem clemência Feridos por dentro Pelas mãos cruéis do tempo Pelo triunfo da carniça Neste mundo de cobiça E da imoralidade pública O verso é a nossa voz Clamando nossos vetos E ao som de mil protestos Poesia que transgride Neste mundo que insiste Nas falsas homenagens Grandes [...]

  • O Tempo pelo Tempo

    08 Abril / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O Tempo pelo Tempo

    Naqueles dias sem sol O palhaço ficou triste A bailarina sentou-se na plateia O poeta emudeceu O cantor ouviu a voz do vento O pintor vestiu-se de preto E ninguém mais interpretou talentos E não se ouviram aplausos... O palhaço caiu na dança O poeta misturou as tintas A bailarina desafinou a voz O pintor não agradou na piada E o cantor errou no verso Misturaram-se os talentos E nem o sol [...]

  • O Silêncio

    05 Abril / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O Silêncio

    O silêncio canta E embuce as vozes aflitas Dolorosamente esculpidas Sob o martelo das perdas Das ausências e dos ventos Palavra não dita Inspirada Metaforicamente sentida E projetada no papel Entre imagens e suspiros Tal qual a vida nublada Verticalmente sonhada Tal qual o azul dos olhos Dos céus e dos mares O silêncio canta Ressoa aflitivo nas mães Pela falta do pão e do mel Pela vida [...]

  • O tempo pelo tempo

    21 Março / 2017 por Cassiano Santos Cabral
    O tempo pelo tempo

    Naqueles dias sem sol O palhaço ficou triste A bailarina sentou-se na plateia O poeta emudeceu O cantor ouviu a voz do vento O pintor vestiu-se de preto E ninguém mais interpretou talentos E não se ouviram aplausos... O palhaço caiu na dança O poeta misturou as tintas A bailarina desafinou a voz O pintor não agradou na piada E o cantor errou no verso Misturaram-se os talentos E nem o sol [...]

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