Apenas um canudo

Neste domingo 13, o jornal O Estado de São Paulo trouxe matéria assinada por Douglas Gravas, informando que " 11% dos trabalhadores que cursaram faculdade ganham até 1 salário mínimo". Esses dado vieram da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE e retirados pela Consultoria IDados. Entre abril e junho deste ano, eram 2,77 milhões de brasileiros nessa situação.

A matéria cita o caso da assistente comunitária Valdelice Lima Nery, de 44 anos, faz parte desse porcentual de profissionais. Formada em administração de empresas, em 2010, ela hoje trabalha por cerca de um salário, em um posto de saúde na zona oeste do Rio de Janeiro. “Mesmo empregada, fiz dois anos de cursinhos preparatórios para concursos, mas a quantidade de seleções caiu e não consegui trocar de emprego. Queria tentar uma vaga com salário maior, mas tudo foi ficando difícil, pela piora da situação do País”.

A atual situação do País é decorrente do esbanjamento perdulário praticados durante a era petista. Como se o dinheiro disponível fosse infinito.

Escrevi em 28 de agosto de 2003 e foi publicado no Jornal do Comércio em 02/09/2003 artigo que levou o título de A nova política industrial e o ensino do primeiro governo Lula que estabeleceu como meta uma "nova política industrial" calcada em quatro as áreas para uma atuação de longo prazo, que permitiriam ao país competir com qualidade no mercado internacional. Ou seja, software, semicondutores, medicamentos e bens de capital.

Disse então que, definida pelo governo como sua política seria implementada para o setor industrial, deveriam ser agregados na sua execução os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, para que em suas áreas alterassem o atual sistema de ensino superior. Senão, não haveria mão-de-obra qualificada para implantar a política estabelecida, pois, as áreas de graduação universitária têm em seu currículo matérias que visam suprir as deficiências do ensino básico.

Já o curso de pós-graduação vem complementar o que não foi ministrado na graduação.

Assim vai sendo criado um moto contínuo perverso, onde cada nível procurava suprir os claros deixados pelo anterior. Desta forma, criou-se uma disseminação de cursos de pós-graduação por todo o País. Ao se analisar somente o do Estado do Rio Grande do Sul, em levantamento feito então ao final de 2002, constatou-se a oferta de 791 cursos de pós-graduação, em 46 instituições de ensino superior, somando-se os de especialização, mestrados e doutorados. Desde então não mudou nada, bem como piorou.

E, apenas uns poucos desses viriam ao encontro do que se estabeleceria nessa nova política industrial para o desenvolvimento do país.

Fica a cada dias mais claro que o objetivo final da política educacional, no período de 14 anos que foi de 2003 até 2016, nunca foi para o desenvolvimento do País, mas sim cooptar corações e mentes.

Bem em acordo com o Gramscismo, o de fixar sua metodologia na estrutura das instituições, como família, Igreja, Estado, escola e partidos, como exemplo, e assim tudo modificar para mudar os comportamentos das pessoas.

As universidades foram e ainda são o terreno fértil para estes experimentos dessa hegemonia cultural. Onde pseudo intelectuais travestidos de educadores procuram controlar os alunos induzindo a uma cultura ideológica. Para tanto filtram material didático que sejam conveniente para a implantação de seus métodos de ensino e formação de ativistas.

É essa massa de manobra que se vê todos os dias em toda e qualquer manifestação, seja pró-maconha, pró-diversidade sexual, pró-aborto,e por aí vai.

A eles se alia uma tal de igreja progressista.

Entretanto, por interesses próprios fazem silencio conveniente, quando ditaduras comunistas ou ditas socialistas e movimentos fundamentalistas islâmicos, violam os mais básicos direitos humanos. Direitos esses que dizem ser representantes aqui no País.

Para tanto nos governos petistas foram criados mecanismos de custos bilionários para acesso ao ensino superior. Não se dando por satisfeitos, foi também criado para acesso a esse nível um sistema de cotas. Sistema que ao invés de integração virou segregação racial.
Entra - se no ensino superior não pelo conhecimento, mas pela cor da pele. Não são preparados para a qualificação exigida pelo mercado de trabalho. Viram analfabetos funcionais. Um crime!
O resultado foi o abandono de curso profissionalizantes. Um profissional técnico, seja hidráulico, elétrico, mecânico e outros, é algo raro no mercado de trabalho e os existentes são os que tem a maior remuneração. O que atualmente existe são remendões.

Enquanto isso os bacharéis despejados das faculdades, visam apenas fazer concurso para qualquer cargo no serviço público. São os que agora fazem parte dessa pesquisa onde a baixa remuneração é o que lhes foi dado.

Enfim apareceu mensurado o mal que esses governos fizeram para o país. É a primeira ponta de um iceberg maldito, que para ser recuperado o que era antes. irá além de uma geração.

O mal é maior do que foi mensurado nessa pesquisa. Eles apenas possuem um canudo e nada mais.

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