"Em diálogo telefônico com uma liderança do PT, Lula disse que deseja ver o partido longe do que chama de “baixaria” eleitoral. Condenou as investidas de petistas contra Lu e Thomaz Alckmin, respectivamente mulher e filho do candidato tucano Geraldo Alckmin. “Família”, disse o presidente, “não é assunto para campanha”. Está assim no comentário para Folha UOL do jornalista Josias de Souza. Há muita razão para o presidente assim se expressar.
A apresentação da mega-denúncia contra 40 envolvidos no escândalo do mensalão não encerrou o caso. O Ministério Público inicia depois da Páscoa a segunda fase, que culminará com a apresentação de novas denúncias. Apurou-se que um dos alvos da Procuradoria da República é Luiz Inácio Lula da Silva.
Os procuradores envolvidos na apuração do caso julgam ter detectado no inquérito uma lacuna que pode levar à responsabilização direta do presidente da República. Mantendo a discrição que marcou a primeira fase das investigações, o Ministério Público guarda suas suspeitas em segredo. Imediatamente a área humorística já chamou que os 40 ladrões já se sabem quem são, falta apenas as provas para a identificação do Ali-Babá.
Por meio do STF, o Ministério Público solicitou à Polícia Federal que aprofunde as investigações em torno de pontos que considera ainda pendentes de elucidação. A exemplo do que ocorreu na primeira fase da apuração, os procuradores não excluem a hipótese de realizar apurações por conta própria.
Apenas um dia depois da Procuradoria Geral da República denunciar 40 pessoas ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de integrarem uma "organização criminosa" para dar "continuidade ao projeto de poder do PT", o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro foi ao Congresso para pedir "diálogo" para a oposição.
Já foi amplamente divulgado que entre os denunciados estão dois ex-ministros -José Dirceu e Luiz Gushiken-, o ex-presidente do PT José Genoíno, o ex-tesoureiro Delúbio Soares, o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira, só para citar alguns. A base de apoio do governo Lula virou pó.
O pedido do presidente em relação aos familiares do candidato Geraldo Alckmin, deve ser entendido da seguinte forma: "Tirem o Fábio Luiz, o Lulinha dos holofotes, pois cada ataque a família de Alckmin será revidado com ataques ao filho de Lula". Lulinha e Paulo Okamoto são o telhado de vidro presidencial.
Assim como terá que ser explicada a rápida elevação financeira da filha Lurian, atualmente residindo em Florianópolis, eis que em 2000 não tinha dinheiro para pagar as dívidas de sua frustrada campanha a vereadora em São Bernardo. Quebrados os vidros do telhado tudo virá a público. Não é por nada que Tarso Genro foi pedir trégua para a oposição. |  | |