| 09/01/2009 08:46:07 | |||||||||||
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A culpa não é minha A primeira reação é colocar a culpa nos outros. “Já que ninguém faz, também não vou fazer”. Tudo bem, talvez pudesse haver um empenho maior do poder público na conscientização da população para a importância de separar o lixo corretamente. Durante a Semana do Meio Ambiente de Gramado, a Secretaria do Meio Ambiente deu destaque à reciclagem, expôs os tipos de lixo e seus ciclos na Rua Coberta para todos verem. No resto do ano, porém, o tema é trabalhado em palestras nas escolas e abordado na mídia. Para o cidadão saber em que dia o caminhão recolhe o lixo seleto em sua casa, ele precisa entrar no site da Prefeitura ou procurar um folder na Secretaria. O trabalho de base é insuficiente. Cada dona-de-casa deveria ter um bilhete em sua geladeira com o dia e hora da coleta em seu bairro. Acontece que o cronograma sai nos meios de comunicação e depois cai no esquecimento. A culpa é minha sim Também não se pode usar a falta de informação sobre o dia da coleta como desculpa para não cuidar do nosso lixo. Minha mãe começou a selecionar o lixo antes mesmo de o município fazer a coleta seletiva, por uma questão de educação. Desde pequena ela me ensinava que os restos de comida não deveriam ficar no mesmo cesto que as embalagens plásticas, de vidro ou metal. E há muito já separávamos o papel do restante do lixo seco, para ser mandado para a reciclagem. As pilhas e baterias também têm destino certo lá em casa. Hoje em dia, separamos também alumínio e outros metais, pois meu cunhado trabalha com fundição. E mais: lavamos as embalagens de leite longa vida, latas de creme de leite, massa de tomate e afins antes de jogar fora. Lembre-se: os restos de comida devem ficar separados do lixo seco! Passar uma agüinha nas embalagens não custa tanto assim, evita mau cheiro no latão e facilita o trabalho de quem seleciona. E olha que minha mãe não teve lá muito estudo, nem concluiu o ensino médio. Não é uma questão de “grau de instrução”, é consciência mesmo. Consciência de que, se não podemos fazer tudo, podemos fazer nossa parte. Mudando de atitude No fim do dia em que comecei a dar forma a esta pauta, peguei a cuia do chimarrão aqui na sala e fui até a cozinha da empresa. Abri o cesto de lixo, onde havia alguns pacotinhos vazios de bolacha, um caroço de maçã e algumas bolinhas de papel amassado, tudo misturado. E eu, claro, fiz minha parte! Derramei toda a erva do nosso chimarrão ali mesmo. Que bela bagunça! Foi então que decidi questionar ao pessoal aqui da empresa como cada um cuida do seu lixo em casa, pois aqui não temos muito cuidado. Senti-me na obrigação de dar o exemplo do que estou escrevendo. Provavelmente eu não seria a primeira a escrever uma bela matéria sobre a importância da coleta seletiva e não fazer nada do que escrevi que era certo fazer. Mas eu não queria ser mais uma. Então, começamos a discutir como poderia ser melhor destinado o lixo nosso de cada dia aqui na empresa. Adaptar-se é um desafio! Envolve mudança de atitude. Só assim, cada um começa a fazer a sua parte. Escrevendo sobre isso, reavaliei alguns conceitos necessários. O desejável é que você, lendo, também reavalie – e passe a diante. |
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